Tá mais fácil achar gasolina que furar a defesa celeste

Thiago Pereira / 02/06/2018 - 18h46

Sim, sim, beira à cretinice fazer piadinha com o momento crítico em que vive o Brasil. Já no primeiro parágrafo, prometo que pararemos (assim como o país...) por aqui. Mas é inegável pensar que, enquanto certos times já dão sinal de que a reserva de combustível está piscando ameaçadoramente, outros, com o tanque farto de energia e com um elenco de opções para fazer a máquina girar, devem seguir viagem tranquila rumo ao seu destino final.

Não preciso dizer do que, ou de quem, estou falando certo? Mas como é feriado, coisa e tals, vou falar sim: no primeiro caso, me refiro ao clube de Vespasiano, que a cada rodada– e mesmo usando exclusivamente a estrada do Campeonato Brasileiro, diga-se– vê seu carburante desaparecendo rapidamente, a crise sentando, silenciosamente no banco do carona, tipo filminho de suspense, em vias de se tornar um clássico (por seu roteiro conhecidíssimo) do terror.

No segundo caso, temos um veículo azul celeste que, inteligentemente, fez provisões de combustível para toda a longa via de competições que está disputando. Não existe desespero aqui para virar noites em busca de energia: basta olhar para os tanques cheios que o Cruzeiro tem logo ali, no seu plantel. 

Já diria o jargão: crise? Que crise?

Muitas vezes, se dá bem quem aplica aquela regrinha que diz: em tempos de guerra, o melhor ataque muitas vezes é defesa. Quem quiser uma prova prática desta teoria basta rever o jogo que o Cruzeiro fez contra o Palmeiras na quarta-feira. Como a raposa que existencialmente é, o combo celeste ficou apenas cercando o porco, impossibilitando o “melhor elenco do Brasil” de fazer qualquer coisa–não é a toa que o alviverde Dudu saiu puto de campo. Na hora certa, Sóbis, que já vinha fazendo a função essencial de anular Marcos Rocha, colocou de vez o suíno pra assar. 

Depois foi só saborear mais três pontinhos na tabela. E a culpa disso foi a atuação excelente de Lucas Silva, Léo, Romero e do melhor zagueiro em atividade no planeta, Dedé. Literalmente, a melhor defesa do campeonato. Uma redundância aliás, quando se trata de Mano Menezes, brilhantemente assumida pelo próprio.

Ih, não cumpri minha promessa de parar com as analogias inadequadas entre futebol e o momento do país né? Peço desculpas. Mas, cá pra nós: o que é esta mentirinha, este golpinho, em tempos como estes né? Vamos Cruzeiro

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