Uma nação se constrói com livros (e não com lebres)

Thiago Pereira / 24/11/2017 - 12h57

Temos duas opções aqui hoje. A primeira seria discutir a imensa e absolutamente dispensável quantidade de baixaria que tem circulado, especialmente nas redes sociais, que dizem dos bastidores da política celeste. Ameaças daqui, ameaças dali, vídeos, declarações “pesadas”.
Me desculpe o leitor, mas prefiro pular o lixão.

Esse tipo de coisa que, para além do poético “manchar nosso escudo”, nos faz ter desesperança demais da possibilidade de uma gerência limpa em diversos setores do país. Que o futebol– a providencial mais importante das coisas menos importantes – continue (e pelo visto, sempre continuará) envolto nesta névoa que nos impede a transparência completa, é de se desesperar.
Mas como já dizia aquele poeta belga genial, Jean Claude Van Damme: retroceder nunca, render-se jamais! Por ora me resta o protocolar “o Cruzeiro é maior que isso”, e seguir fazendo nossa parte.

Escolho como opção então destacar o grandioso trabalho que é “A Quinta Estrela”, livro lançado esta semana pela chancela da editora Agência Número 1, assinado por um tal de Leonardo Lacerda. Autor pouco conhecido por seus livros, mas imensamente conhecido pelo fato de ser uma muralha celeste, além de também conhecer a arte do cabeceio. 

Sim, é o nosso Léo, orgulhosamente grafado na capa do livro como “zagueiro e cruzeirense”. O Leonardo defensor que vale a pena destacar, diria o outro. 
Com acabamento gráfico de fazer até o mais traíra dos traíras chorar, excelente mostruário fotográfico (destaque óbvio para as defesas do Fábio) a obra recolhe deliciosos bastidores da campanha que fez de 2017 um ano inesquecível para nós cruzeirenses. Começa com as lembranças de Léo falando das estratégias e esperanças do elenco desde a pré-temporada, e a partir daí vai soltando aquelas pecinhas que ajudam a completar o complexo quebra-cabeça que foi a conquista da Copa do Brasil. Destaques, sem dar muito spoiler: a generosa e humana visão sobre a brava Chapecoense, as preciosas aspas de Mano Menezes no vestiário em São Paulo, depois daquele empate inacreditável com o Palmeiras, a gana secreta de desengasgar o Grêmio da garganta e as cenas cariocas que previam a nossa vitória. 

O livro ainda conta com textos afetivos de nossas conquistas anteriores, assinado por bambas das letras celestes como Guilherme Guimarães e Bruno Mateus. Na semana que a obra ganha outro lançamento, no dia 29, às 19h, no bar Confraria Celeste. 

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