Banho solidário em BH

Tio Flávio / 22/06/2018 - 06h00


Ao entrar na fanpage do Banho Solidário de Belo Horizonte (facebook.com/banhosolidariooficial/), o choque já está estampado em sua foto de abertura. Situação essa que muitas vezes “atropelamos” no dia a dia pela correria nossa ou por se tornar um cenário normal. Mas, ao se deter à foto, muitas reflexões surgem.

A ideia de desenvolver um projeto social voltado para pessoas em situação de rua nasceu a partir da observação de uma necessidade vivida diariamente na Pedreira Prado Lopes.


O uso constante de drogas nas mediações, mais especificamente do crack, não para de atrair mais adeptos e, além colocar os usuários em situação deplorável e desumana, torna o bairro Lagoinha a maior cracolândia de Belo horizonte. 

O resgate de usuários de droga é um trabalho contínuo e com poucos resultados. Diferente do convencional, o Banho Solidário visa a oferecer não somente uma higienização ou uma alimentação momentânea, mas um acompanhamento por todo o período de reabilitação. 

Para os organizadores do projeto, a verdadeira ajuda vai além de algo palpável . O objetivo deles é mostrar para essas pessoas, muitas vezes esquecidas pela família e pela sociedade, que elas podem se reerguer e construir uma nova realidade. É preciso evidenciar que elas não estão mais sozinhas e que, independentemente do estado em que se encontram, merecem cuidado. 

O Banho Solidário é um lindo e consistente projeto social que conta com uma ação mensal desenvolvida na rua Araribá, 245 - Pedreira Prado Lopes, cracolândia de Belo Horizonte. 

A iniciativa vem com o intuito de dar início ao resgate da dignidade dessas pessoas. Além do corte de cabelo, do banho e de poderem escolher uma roupa limpa, os usuários são atendidos por uma equipe da área social. De acordo com as possibilidades e o interesse, os usuários são encaminhados para casas de recuperação e acompanhados de perto durante todo seu tratamento. 

A cada conversa, a cada aproximação, uma nova esperança. E com todo esse processo, muitas vezes lento, mas que precisa ser contínuo, é possível iniciar a ressocialização do indivíduo e o seu auto-reconhecimento como pessoa, cidadão.


*Palestrante, professor, autor de livros e idealizador do Tio Flávio Cultural
 

 

 

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