Cuidados ao voluntariar-se

Tio Flávio / 25/08/2017 - 06h00

O voluntariado no Brasil não é algo recente, que tenha surgido há poucos anos. A história conta que trabalhos voluntários foram estimulados desde o século XVI, inclusive por grupos religiosos para atuarem em algumas áreas como a da saúde, por exemplo.

Atualmente, muitas pessoas têm tido grande interesse, e por que não, necessidade em fazer parte de grupos, constituídos para promover a justiça social, a humanização de relações, o refinamento de afeto e cuidado entre pessoas, animais, natureza, dentre outras vertentes sociais.
Mas, nessa relação, todos os lados envolvidos devem ter muito certo o que querem e ajustados quais são os reais interesses e ganhos (não leia essa palavra só como ganhos financeiros ou de recursos), já que se propor a fazer o bem não é suficiente. Sim, a boa intenção ajuda demais, mas é necessário compreender como cada um pode ajudar, como criar empatia pelo outro, entendendo-o em suas alegrias e angústias. Às vezes deseducamos tentando miopemente ajudar. 
E o que é fundamental: os valores que o voluntário carrega são compatíveis com os valores que o grupo, movimento, coletivo, ONG, instituição apregoa e entrega à sociedade e vice-versa?
Tanto as pessoas que se voluntariam como as instituições que organizam ações e, também, aquelas que as recebem, devem se preparar para tal, pois vinculam entre si as suas imagens, aspirações, interesses e expectativas. E o que move um projeto social são propósitos bem alinhados, entre quem se doa, quem recebe e quem possibilita esse intercâmbio.
Quem quer ser voluntário tem que estudar bem a ONG/movimento que vai aderir, pesquisar, entender como pode atuar, descobrir se os valores praticados pelo grupo casam com os seus próprios. 
Percebendo possibilidades de se aprimorar, de crescer em conjunto e de promover ganhos mútuos (fazer crescerem as pessoas como indivíduos e as instituições como organizações), doando seu tempo, talento, inteligência e boas emoções, o voluntário deve levar o seu melhor, aprendendo sempre, mas sem esquecer de uma coisa: faça ao outro o bem que o outro gostaria que fizessem a ele, desde que isso não comprometa seus valores e crenças.
 

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