Querido, Professor!

Tio Flávio / 29/09/2017 - 06h00

Têm datas comemorativas que são representativamente legítimas, mas que na prática ficam tão pequenas frente à grandiosidade da comemoração. Por exemplo, o Dia das Mães, que sabemos bem não deve ser jamais comemorado numa data específica, mas em todos os dias do nosso calendário e da nossa vida. E com muita festa.

O Dia dos Professores é, também, um desses exemplos. Homens e mulheres que todos os dias lidam com o conhecimento, levam conteúdo, mas não negam afeto. Trabalham em seus horários formais, mas se dedicam por muito mais tempo a pensar como facilitar o conhecimento para as diferentes realidades em que atuam.

Têm que desenvolver a empatia, ao se colocar no lugar do outro para entender se naquele dia, naquele momento ou situação, uma ou outra atividade ou abordagem seria eficaz. Têm que ter criatividade para transpor as barreiras, sejam físicas: da sala de aula, sejam intelectuais ou mesmo aquelas impostas por pais, direção, comunidades, dentre outras.
Desafios não cessam e, por muitas vezes, não vemos a devida valorização do governo ao criar políticas educacionais, nem da sociedade, em se juntar aos professores na busca da melhor educação para os seus filhos.

Mas eles não desistem, não baixam guarda, se desafiam todos os dias. Estudam, criam, interagem, ouvem, estimulam, fazem o que for necessário para que a aula não seja só um emaranhado de slides ou escritos deixados num quadro. Mas que vá além e seja a possibilidade de uma nova geração pensar, entender, desenvolver e ser feliz.

Preocupam-se com conteúdo, sim. Mas não perdem o tom da humanidade, do contato, do amor, do exemplo. Ser professor é transformar vidas: a de quem leciona e a dos que participam do processo, em sala de aula ou impactados por ela.

 

 

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