Apaixonados pelo único destilado genuinamente brasileiro têm até este domingo (16) para degustar uma autêntica “branquinha” no 16º Festival Mundial da Cachaça. O evento acontece na Passarela da Alegria, em Salinas, no Norte de Minas, conhecida como a capital mundial da cachaça. O objetivo é promover o turismo e valorizar a bebida.

Consumidores, produtores e compradores poderão participar de palestras que envolvem a cadeia produtiva da aguardente de cana, roteiros turísticos e encontros de negócios. Além de variados shows, o público também terá à disposição áreas de alimentação e para degustação da bebida.
Renomados chefs de cozinha como Flávio Trombino, Guilherme Melo, Edson Puiati, Jaime Solares e Rodolfo Mayer irão elaborar pratos da alta gastronomia usando como ingrediente especial a bebida tipicamente mineira. 

O festival, que divulga o Circuito Turístico da Cachaça em território mineiro, conta com apoio e participação do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene-MG). 

Desde 2002, o evento, realizado todos os anos, é promovido pela Associação de Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs) e pela prefeitura do município.

“É notória a qualidade das cachaças mineiras. O modo de fazer, a origem e o percentual de produção no Estado. Hoje, além de ser uma bebida valorizada, a cachaça é usada por chefs de forma harmonizada em diversos pratos”, comenta o secretário de Estado de Turismo, Ricardo Faria.

>De acordo com ele, a festa é também um importante encontro econômico para a região. “O evento permite estreitar relações com a região produtora e mostrar a importância da política de regionalização do turismo, que se dá também pelo Circuito Turístico da Cachaça, recebendo visitantes de todo o Brasil e até do exterior que desejam conhecer e degustar a bebida”, completa o secretário de Turismo. 

Além disso

Forma original

Minas é o maior produtor nacional de cachaça artesanal ou de alambique (maneira original de se produzir a bebida). Por este processo, 20% do produto é perdido para manter a qualidade e o sabor da bebida. Segundo o Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CBRC), são produzidos cerca de 1,4 bilhão de litros, por ano, no Brasil, dos quais apenas 30% são de cachaça de alambique.

Cadeia produtiva

Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Minas Gerais conta com 529 produtores e 1.020 marcas de cachaça registradas. A cadeia produtiva da bebida responde por 86 mil empregos no Estado. As exportações cresceram 11% em 2016, na comparação com 2015. Com a produção em torno de 5 milhões de litros/safra e, devido à qualidade da bebida, Salinas constituiu-se como principal referência na produção artesanal do país, ficando conhecida com a capital mundial da bebida.

Circuito da Cachaça

Constituído inicialmente por cinco cidades mineiras – Fruta de Leite, Indaiabira, Rubelita, Salinas e Taiobeiras –, o Circuito Turístico da Cachaça funciona ainda como uma ferramenta de regionalização das políticas públicas do turismo voltadas para o desenvolvimento da região. O objetivo é realizar ações para divulgar amplamente o produto mineiro e, consequentemente, os municípios produtores, além de proporcionar uma demanda aumentada para exportação.