Você terminou o banho, lavou os cabelos com os melhores produtos, desembaraçou os fios e decidiu escová-los. Mas, o resultado não ficou legal. O uso de shampoo e condicionador equivocados ou mesmo a forma como alisou ou modelou os cabelos podem não ser o problema. É possível que o “X” da questão esteja no tipo de escova utilizada. 

Segundo a expert em cabelos Thalita Sampaio, professora da SAD Academia de Beleza, em BH, a cerda incorreta pode ser prejudicial. “A fibra do cabelo pode sofrer um desgaste maior que o necessário, até mesmo quebrando. Sem contar que o resultado da finalização pode não ser o esperado”, observa.

Por isso, o direcionamento para a escolha da escova certa deve ser feito por um profissional, destaca a técnica de beleza da Condor, fabricante desses materiais, Marília Kikuchi. “É necessário saber a estrutura do fio. Uma escova com muita tração pode romper um fio que é fino e está fragilizado por química, como tintura, por exemplo”, revela.

Até pentes ideais para cada tipo de cabelo existem, ensina Thalita Sampaio. “A atenção vai para os dentes e o cabo do objeto. Pentes com dentes largos ou cerdas espaçadas são perfeitos para cabelos crespos, ondulados, cacheados ou repicados, porque soltam os fios e mantêm o volume. Já os com dentes estreitos são indicados para cabelos lisos ou curtos, pois alisam e desembaraçam mecha por mecha”, explica.

Sem nós

Para desembaraçar os fios, as duas especialistas afirmam existir a escova ideal, do tipo raquete. As cerdas são sintéticas e com bolinhas que protegem o couro cabeludo nas pontas. “Exceto os cabelos com mega hair, todos os outros podem utilizá-la”, diz Marília Kikuchi.

Além disso, informa Thalita Sampaio, a escova raquete massageia suavemente o couro cabeludo estimulando o fluxo sanguíneo. “Grande e com cerdas mais duras, ela acaba com os nós dos cabelos longos e médios rapidamente, sem puxar nem agredir os fios”, coloca.