Num primeiro momento, ela parece ser uma massagem simples e sem muitos benefícios além de proporcionar relaxamento e bem-estar. O que nem todo mundo sabe é que a shantala – movimentos suaves, mas consistentes, feitos com as mãos pelo corpo do bebê – traz mais do que ganhos físicos.

Técnica indiana descoberta há 40 anos por um médico francês, reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho, aumenta a confiança e a segurança de ambos, melhora o tônus muscular do recém-nascido, promove equilíbrio físico e emocional e harmoniza e equilibra os sistemas imunológico, respiratório, digestivo, circulatório e linfático da criança.

Facilitadora da técnica há 16 anos, a terapeuta holística Renata Silva diz que uma das mais importantes contribuições da shantala é o estreitamento dos laços entre mãe e filho. Recomendada a partir do primeiro mês de vida do bebê – e sem idade limite para ser aplicada –, a massagem deve ser feita por pai ou mãe e seguir uma rotina diária. 

“O ritual do mesmo horário, da mesma música e da sequência dos toques ajuda a dar mais segurança à relação e estimula o bebê a ter consciência do próprio corpo desde novinho. Com o passar do tempo, quando a mãe disser que irá massageá-lo, ele mesmo levantará a perninha”, brinca Renata, mencionando que o bebê fica condicionado à rotina. 

Experiências positivas

Mãe de primeira viagem, a médica Marla Rocha Alves Ribeiro, de 32 anos, é adepta da shantala desde os primeiros 30 dias de vida do primogênito Pedro, de 3 meses. Os benefícios, garante, são incontáveis. “Queria deixá-lo mais relaxado e aumentar ainda mais o nosso vínculo. E foi realmente uma bênção. Ele até ri durante a massagem”, conta. No caso deles, o ritual, feito à noite, dura cerca de 10 minutos. 

A confeiteira Nadjala Mussi Abuid, de 37 anos, também comprovou com Lucas, de 7 meses, os benefícios da shantala, procurada principalmente para amenizar as cólicas do recém-nascido. “O mais interessante foi reforçar o vínculo afetivo. Antes, eu tinha medo de tocá-lo por ser muito frágil. A massagem me deu mais segurança e ele ficou bem tranquilo e relaxado”, revelou.

Conhecimento

Antes de partir para a prática, no entanto, é importante ter conhecimento da técnica. Facilitadora de shantala desde que foi mãe, Renata Silva diz que tão importante quanto realizar os toques é conhecê-los e saber suas funções. 

“É importante, por exemplo, saber por quê motivo os braços devem ser torneados para dentro e a barriguinha, movimentada para cima e no sentido horário”, explica.

Ela lembra, ainda, que o bebê não deve ser massageado quando estiver chorando ou irritado nem ser acordado para a massagem. Em BH, a facilitadora dá cursos presenciais, que incluem ensinamentos sobre a origem da técnica, os benefícios e os cuidados necessários ao tocar o bebê. 

Especiais

Com bebês especiais, a shantala também se mostra positiva. Enfermeira-técnica responsável pela clínica Mamare – Aleitamento Materno e Cuidados com o Bebê, em BH, Rita Santos Matarelli diz que a prática é indicada para crianças com autismo e Síndrome de Down, por exemplo. 

“Crianças com autismo estabelecem pouco contato social e até consigo mesmas. Feitas em silêncio e dentro de um ritual, as massagens aumentam a conexão entre mãe e filho, melhorando essa perspectiva de relacionamento para a criança, que passa a interagir mais com o meio social”, diz.

Recentemente, a técnica foi incluída no rol de práticas integrativas e complementares oferecidas de graça pelo SUS. 

Cursos de shantala em BH variam de R$ 250 a R$ 300, incluindo aulas práticas e apostila com técnicas

Onde fazer:

Renata Silva (terapeuta holística e facilitadora de shantala e massagem kids) - (31) 99469-6787
renataterapeuta.com.br

Clínica Mamare - Aleitamento Materno e Cuidados com o Bebê - (31) 99152-8668
clinicamamare.com.br

Aprenda:

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