“A grande dificuldade das startups é conquistar clientes, não é obter dinheiro.” A definição é de Rodrigo Menin, conselheiro do Órbi Conecta e sintetiza um dos conceitos do espaço, inaugurado no início do mês: criar conexões entre as empresas. O espaço, de 2.500 metros quadrados, fica na região da Pampulha e pretende tornar-se ponto de encontro de novos empreendedores e disseminador de conhecimento. 

O conselheiro Rodrigo Menin é diretor de Marketing e Vendas da MRV, uma das mantenedoras do Órbi Conecta, juntamente com o Banco Inter e a Localiza. “A inovação acontece de fora para dentro das empresas. Por isso, estamos investindo neste novo espaço. Podemos encontrar novos parceiros, uma inovação tecnológica para nosso negócio ou algo que maximize nossos custos e receitas”, afirma Menin.


Inicialmente, três startups já começam a ocupar as estações de trabalho enquanto organizam contatos entre empresas e os primeiros eventos, como cursos e workshops. Nos próximos dias, mais oito startups transferem algumas de suas atividades para o local.


O espaço e toda a estrutura foram dimensionados para abrigar entre 15 e 20 empresas - de forma permanente ou temporária. Cada uma deve ter um custo de R$ 500 por estação de trabalho. “Nosso objetivo é gerar conhecimento, fazer conexões, disseminar o empreendedorismo, unir clientes e empresas”, ilustra Rodrigo Menin.

Seleção
Além das três empresas, que investiram cerca de R$ 3 milhões no empreendimento, a iniciativa conta com o apoio do San Pedro Valley -grupo que reúne mais de 300 empresas de tecnologia somente em Belo Horizonte. São ao todo, sete conselheiros. Um de cada uma das grandes empresas (MRV, Banco Inter e Localiza) e quatro indicados pelo San Pedro Valley.


As empresas interessadas podem procurar a Órbi Conecta, mas terão de passar pelo rigoroso crivo dos sete conselheiros.  Em breve, segundo Rodrigo Menin, outras grandes empresas também deverão participar da iniciativa. Entre elas o Grupo Algar , a Fundação Dom Cabral (FDC) e a agência Tom Comunicação. 

Entre as primeiras startups selecionadas para participarem do Órbi Conecta, estão a Acerto, aplicativo focado na renegociação de débitos online, a Cotak, que oferece um sistema que calcula e faz cotações de seguros para automóveis, e a SVA Tech, que desenvolve soluções inovadoras que transformam câmeras de segurança em aparelhos inteligentes.

A Acerto desloca dois de seus fundadores para o novo espaço. O objetivo é ampliar as conexões. Eles deixam pelo menos dez funcionários na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), onde operam, e vão para o novo espaço, “aprender com as outras startups”, como define um dos sócios, Pedro Heraldo Lima. 

A empresa funciona há cerca de um ano e já tem pelo menos 600 mil CPFs cadastrados. Seu principal objetivo é ajudar credores e empresas a negociar e quitar dividas em boas condições para ambas as partes. Também de mudança para um novo espaço de trabalho estão oito integrantes da Cotak. “O que mais nos faz crescer são as conexões”, afirma um dos sócios fundadores, Pedro Menezes. A empresa opera desde 2006 e faz cotações on line, tendo o Banco Inter como um de seus clientes. 

Pedro Menezes espera estreitar contato com concessionárias e montadoras e, assim, obter novas oportunidades de negócios. “A Órbi Conecta não é apenas uma aceleradora ou incubadora de empresas. Este é o diferencial”, resume.