Doze pessoas foram presas na operação Hepatite, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta segunda-feira (18), em Belo Horizonte. Os suspeitos teriam praticado crimes de estelionato, falsificação de documentos e fraude processual na capital. As investigações revelam que os prejuízos superam R$3 milhões.

Entre os alvos, estavam uma clínica médica e escritórios de advocacia. Foram apreendidos sete veículos de luxo (que somam valor aproximado de R$ 1,5 milhão) e dinheiro em diferentes moedas – 6.335 euros; 660 pesos argentinos; 400 pesos mexicanos, 20 pesos uruguaios; 20 libras inglesas; 643 dólares americanos e R$ 887.

Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa conta com falsos pacientes, médicos, representantes de empresas de importação de fachada, advogados e aliciadores. A denúncia foi realizada por uma operadora de plano de saúde, que estava sendo vítima dos golpes. Repetidas solicitações de reembolso de medicamentos importados, com alto valor de mercado, estavam sendo feitas e pedidas para falsos pacientes em tratamentos da Hepatite C.

Entre os presos, estão dois médicos, cinco advogados e um empresário. Dois falsos pacientes e e dois aliciadores também foram conduzidos à delegacia.