Com 27 anos de atividade, a belo-horizontina Ibiza Turismo tem quatro lojas na capital. Dos pacotes fechados, 40% são internacionais, segundo o gerente, Rodrigo Machado. “No último mês, tivemos uma queda de 10% na assinatura dos contratos e há casos de consumidores que desistem na última hora por medo de que esse movimento de alta continue”, comentou.

Além das despesas com passagem e hospedagem, os consumidores têm considerado que a previsão de gastos com alimentação, compras e alguma necessidade extra também ficará mais alta, o que pode ultrapassar o orçamento do passeio. 

Ofertas variadas

Para driblar esse movimento, a agência tem diversificado a sua oferta de pacotes internacionais. Além dos destinos mais tradicionais como EUA e países da Europa, Machado explica que há outros mais econômicos e que têm excelente custo benefício, inclusive na América Latina. As viagens nacionais também são uma opção, para esses tempos de dólar mais caro, quando não é possível extrapolar as previsões. 

Dois dígitos

O presidente e fundador da Master Turismo, Fernando Dias, afirmou que o setor ainda não se recuperou completamente das perdas registradas a partir de 2015, quando a crise econômica nacional começou a afetar, de fato, as agências de viagem. Depois de registrar crescimento de 12% no ano passado, frente a 2016, a empresa que tem um total de nove lojas em Belo Horizonte (4), Ipatinga, Montes Claros, Contagem, Ouro Preto e Portugal - a terra natal do empresário - planeja manter os dois dígitos de incremento para 2018. 

O empresário reconheceu que isso só será possível se o dólar “ajudar”. “No dia 2 de maio, por exemplo, a moeda iniciou em baixa mas abriu com mais uma alta”, observou.

Para ele, esse é o momento propício para que as agências de turismo exercitem a versatilidade, pois só assim conseguirão fechar novos contratos. “Quem não pode pagar US$ 5 mil em um pacote, pode pagar menos em outro. Essa troca é uma possibilidade a ser considerada”, diss