A irmã do senador Aécio Neves (PSDB), Andrea Neves, já está dentro do complexo penitenciário Estevão Pinto, no bairro Horto, na região Leste de Belo Horizonte.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que Andrea Neves da Cunha, de 58 anos, está em uma ala separada do pavilhão principal.

A pasta explicou ainda “que a separação se dá em razão do tipo de crime, das condições em que se deu a prisão e da repercussão do caso”.

A Seap disse ainda que Andrea ficará em cela individual (2,50 x 3,00) e que o local dispõe de cama, vaso sanitário e chuveiro.

Andrea foi presa na manhã desta quinta-feira (18) pela Polícia Federal, como parte da Operação 'Lava Jato', em operação desencadeada após a divulgação, na noite desta quarta-feira (17), da delação premiará de Josley Batista, dono da JBS. Ele disse que o senador Aecio Neves pediu a ele R$ 2 milhões para pagar encargos advocatício na defesa da operação 'Lava Jato'. 

Andrea Neves permaneceu calada em depoimento aos delegados, seguindo orientação do seu advogado, o criminalista Marcelo Leonardo. Ela seria a operadora do esquema do irmão.

Hoje pela manhã foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência de Andrea, num condomínio da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foram apreendidos dois celulares e um computador.

O advogado afirma que ainda não teve acesso à justificativa para o pedido de prisão feito pelo STF e que isso interferiu na recomendação para que Andrea não se pronunciasse. "Enquanto eu não tiver acesso aos autos, a cliente não vai se manifestar".

Ele também ponderou que a sua cliente tem bons antecedentes, é primaria, tem endereço fixo e família constituída, o que, a seu ver, não justifica a prisão preventiva. "A prisão é absolutamente desrazoável. Contra ela vamos tomar as medidas cabíveis", disse.

Prisão de Andrea Neves

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Investigação

Além de Minas, um imóvel dela no Rio de Janeiro também foi alvo da operação federal. Residências e fazendas de Aécio Neves em Belo Horizonte, Cláudio (região Centro-Oeste de Minas), Rio e Brasília também foram alvos de busca e apreensão.

Um primo do presidente do PSDB também foi preso preventivamente pela Polícia Federal. Frederico Pacheco de Medeiros, conhecido como Fred, teria sido filmado recebendo R$ 2 milhões a mando de Joesley Batista. Além dele, Menderson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) também foi preso. Todos foram citados na delação de Joesley Batista. Em todos os casos, os mandados são de prisão preventiva e foram autorizados pelo STF.

A Operação que afastou o presidente do PSDB do mandato foi denominada pela Polícia Federal de Patmos. É uma referência à ilha grega na qual o apóstolo João teria recebido mensagens do apocalipse.

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