O primeiro mês do ano é, para muita gente, sinônimo de férias. Momento em que se pode pegar toda a família e cair na estrada. Mas antes de iniciar a jornada rumo ao lazer é preciso dedicar atenção ao automóvel que, obrigatoriamente, precisa passar por uma revisão para não transformar o passeio em um verdadeiro calvário. 

Para evitar aborrecimentos ou situações mais drásticas, é recomendável fazer um check-up antes de sair em viagem. 

Orçamento
Muita gente tem o hábito de rodar o ano inteiro com seu automóvel, sem se preocupar com a manutenção preventiva. Quando chega janeiro, hora de colocá-lo para rodar na estrada, o orçamento já está comprometido com matrícula escolar, IPTU, IPVA, fatura do cartão de crédito, que explodiu no Natal, e não sobra nada para a revisão do veículo.

E o que muito motorista faz, de forma absolutamente equivocada, é acreditar que seu carro é completamente capaz de ir e voltar sem apresentar qualquer tipo de problema. O resultado, na melhor das hipóteses, vai ser o retorno para casa a bordo de um reboque, que custará mais do que a própria revisão, sem contar as despesas com reparo que o aguardam na oficina.

Pelo menos uma semana antes da viagem, é preciso levar o carro a uma oficina de confiança, que pode ser uma revenda autorizada ou outra, independente, de sua preferência, para que seja feito um diagnóstico dos itens de desgaste que precisam de substituição.

A antecedência com a revisão se dá por fatores como maior demanda nas oficinas e risco de algum item em falta demorar a ser entregue. Então agende a visita ao mecânico bem antes da data da partida. 

Especificamente, devem ser checados os conjuntos de freio, direção, suspensão e pneus. Devem ser conferidas as condições das pastilhas, lonas, disco e tambores, assim como amortecedores, batentes, coxins, coifa de direção, fluidos de direção e freio.

Verifique também componentes do motor, velas e cabos de ignição, assim como mangueiras do circuito de refrigeração, fluido do ar-condicionado e toda a parte elétrica, que inclui estado da bateria, bobina, fusíveis, relés e cabos e conectores. Acredite, se um fiozinho se parte, pode ser um problemão. Convém trocar o óleo antes da viagem, assim como os filtros de óleo, ar e combustível, para não ser pego de surpresa.

Atenção às condições dos pneus
O segundo passo é conferir os pneus do automóvel, que precisam estar em bom estado de conservação para garantir aderência e estabilidade. Deve-se prestar atenção se há desgaste irregular na banda de rodagem, que pode significar direção desalinhada. Trepidações indicam que uma ou mais rodas podem estar desbalanceadas. Isso ocorre por deslocamentos da banda de rodagem, ou por empenas nas rodas. 

É que isso, além de comprometer a segurança, pode acelerar o desgaste também dos componentes de suspensão, além do próprio conjunto de direção. 

Uma dica para saber se o pneu está em condições de uso é observar os ressaltos existentes nos frisos da banda de rodagem. A fabricante alemã Continental recomenda que os sulcos tenham pelo menos 3 milímetros de profundidade. Uma dica é colocar uma moeda de R$ 1. A parte amarela (externa) é basicamente a medida.

Outra observação importante é consultar o manual do proprietário para saber qual é a calibragem ideal dos pneus, quando o veículo está carregado (bagagem e passageiros), que é diferente da pressão usada quando se roda com o carro vazio, no uso diário.

Ferramentas, peças e cópia dos documentos
Apesar de a grande maioria dos condutores não ter conhecimentos técnicos e nem ser aconselhável bancar o mecânico, é sempre prudente ter pelo menos algumas ferramentas, como alicate, chaves de fenda, fita isolante e também um pouco de óleo lubrificante, que podem ser úteis em caso de pequenos defeitos, como fechaduras que emperram, por exemplo.

Não se esqueça de conferir a pressão do estepe, que normalmente fica murcho pela falta de uso – geralmente, o condutor só descobre isso quando precisa dele. Além disso, confira se os equipamentos obrigatórios, como macaco, triângulo e extintor de incêndio estão em ordem.

No caso deste último, é preciso verificar se está dentro do prazo de validade, para não ser notificado.

Outra dica, que parece óbvia, é nunca exceder a capacidade limite de passageiros, pois, além de ser perigoso, também é proibido. E pior do que a multa cobrada por cada passageiro excedente será a interrupção da viagem do infeliz que, sem cinto de segurança, não poderá prosseguir.

E não se esqueça de verificar a documentação do automóvel, como o Certificado de Registro Veicular (CRV) e carteira de habilitação, na validade!