O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), creditou à interferência do ministro Moreira Franco, do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, a decisão da última sexta-feira, do Ministério dos Transportes, de proibir o retorno de voos de grande porte ao aeroporto da Pampulha. Ele também afirmou que a medida segue uma lógica de defesa de empresas privadas ao invés do interesse da população. 

O prefeito foi irônico ao se referir a Moreira Franco, que vem pouco a Belo Horizonte. “Ficamos sabendo ontem que a ordem veio do ministro, que frequenta Belo Horizonte, que vive Belo Horizonte, que conhece muito Belo Horizonte, que é o ministro Moreira Franco. É um cara que é assíduo na cidade, conhecido da população. Ele resolveu dar uma canetada e resolveu o problema de Belo Horizonte, que é um lugar que ele conhece muito”, criticou.

“(O objetivo do governo federal foi) ajudar empresa privada! Esse aqui é o país da empresa privada. O que nós queremos é o público. Estamos aqui para defender a coisa pública. Quem tem que defender empresa privada não é governo, não é ministro”, continuou.

O prefeito disse que não quer “brigar” por conta do aeroporto, mas que continuará lutando para que a portaria do Ministério dos Transportes seja revista e que, para isso, acionará deputados federais e senadores.

Kalil ainda disse ser legítimo o interesse dos prefeitos do entorno de Confins em defender o aeroporto. “Mas não vamos comparar prefeito defendendo cidade com ministro defendendo empresa”, cutucou.

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