A Apple e a Samsung prometeram, nesta quarta-feira (8), reparar rapidamente todas as vulnerabilidades dos seus produtos após a revelação, pelo WikiLeaks, do suposto arsenal de meios de espionagem da CIA, capaz de hackear iPhones e outros dispositivos.

Os documentos divulgados na terça-feira mostram que a Agência Central de Inteligência americana (CIA) supostamente explora as fraquezas que encontra nos sistemas de hardware e software - sem informar os fabricantes sobre as vulnerabilidades em questão.

"Embora nossa primeira análise indique que muitas das questões reveladas hoje já foram reparadas no último sistema operativo, continuaremos trabalhando para resolver rapidamente qualquer vulnerabilidade que identifiquemos", assegurou a Apple em um comunicado.

"Sempre pedimos aos usuários que baixem o sistema operativo mais recente para garantir que tenham o sistema de segurança atualizado", acrescentou.

"Proteger a privacidade dos usuários e a segurança de nossos dispositivos é prioritário para a Samsung", disse a gigante sul-coreana da eletrônica em um comunicado. "Temos conhecimento do relatório em questão e estamos tratando do assunto".

O WikiLeaks denunciou que as informações divulgadas na terça-feira são parte de um amplo arsenal de documentos, ferramentas e códigos vazados da CIA, que representam "a maior parte do seu arsenal" de espionagem.

A CIA não confirmou nem negou a autenticidade dos documentos, que afirmam que a agência produziu mais de 1.000 sistemas de malware - programas maliciosos que podem se infiltrar e assumir o controle de dispositivos eletrônicos, entre eles iPhones e smart TVs da Samsung.

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