Automóveis conversíveis sempre tiveram um charme extra em relações aos derivados de teto fechado. E não é para menos, são automóveis que deixaram de ser meros meios de transporte e se posicionam como artigos de bem-estar e luxo. E como conversíveis são automóveis de maior garbo e pompa, é comum que fabricantes dêem nomes para suas versões a céu aberto. Na Ferrari é muito usual o termo Spyder. A Porsche também já recorreu à alcunha algumas vezes, assim como Speedster e o trivial Cabrio ou Cabriolet. 

No entanto, não há como negar que a Aston Martin é mais exclusiva na forma de denominar seus conversíveis, com Volante. O que para nós corresponde ao comando primordial de um carro, para os ingleses de Gaydon é o que se pode esperar de mais refinado desde 1965.

O DB11 Volante é o mais novo conversível da marca britânica. Foi apresentado no último trimestre de 2017 e começa a ser vendido até abril, para fazer bonito no verão europeu e norte-americano.

Novos tempos
O Volante é o Aston que mais adota conjunto mecânico fornecido pela AMG, divisão de alto desempenho do Grupo Daimler AG, que para a maioria das pessoas se resume a Mercedes-Benz. A unidade é um V8 biturbo 4.0 de 510 cv e 67,5 mkgf de torque. Trata-se do mesmo motor que equipa diversas versões AMG dos modelos da Estrela de Três Pontas, como C63 AMG e até mesmo o supercarro AMG GT. A transmissão é automática de oito marchas. 

A decisão de utilizar os motores alemães foi uma forma de reduzir custo de desenvolvimento, mas também de conseguir se adequar às normas de emissões dos mercados europeu, norte-americano, chinês e japonês, destinos de grande parte da pequena tiragem da marca.

No entanto, a Aston Martin ainda pode instalar o V12 turbo 5.2, numa futura versão “S”, mais apimentada, para quem acha que o coração não é o suficiente para satisfazer sua libido. 

O DB11 Volante é um legítimo Gran Turismo de céu aberto, tem configuração 2+2 (dois bancos dianteiros e dois “projetos” de assentos na traseira, que valem o contorcionismo pela experiência de dar uma volta num Aston Martin. Seu teto é de tecido, nada daquelas geringonças metálicas que entraram na moda no final dos anos 1990 com o Mercedes SLK. A capota leva apenas 14 segundos para ser recolhida. Aberto, ele exibe acabamento impecável em madeira, couro e alumínio. O preço, nos Estados Unidos, é de US$ 216 mil (R$ 481 mil). Nem James Bond dá conta!