"O sol manhã de flor e sal/ e areia no batom/ Farol, saudades no varal/ vermelho, azul, marrom/ Eu sou cordão umbilical/ Pra mim nunca tá bom/ E o sol queimando meu jornal/ Minha voz, minha luz, meu som/ Todo mundo precisa de uma mãe." Em falsete, Zeca Veloso, o filho de 25 anos de Caetano, louva em Todo homem sua filiação. Ele é o último menino do compositor baiano a se lançar na música, depois de experiências como DJ. Nesta terça, 3, no Theatro Net Rio, junta-se ao pai e aos irmãos Moreno e Tom numa turnê que já começa com 14 datas esgotadas, no Rio e em São Paulo.

Quem acompanha Caetano chega com a curiosidade de vê-lo no palco em família, o que nunca aconteceu. Ele já fez show com Moreno, mas nunca com os dois mais jovens.

Escolhido em conjunto, o repertório terá músicas dos quatro. De Caetano, entre outras, O leãozinho, uma das preferidas dos garotos, a autorreferente Reconvexo e Um canto de afoxé para o bloco do Ilê - letra sua com participação de Moreno, que a gravou, aos nove anos, no LP Cores, nomes, de 1982. Moreno deve cantar a sua Deusa do amor. De Tom, compositor da banda Dônica, que formou com amigos de colégio ainda adolescente, em 2011, é possível que entre O sol, eu e tu, dele com Caetano e Cezar Mendes, lançada por Carminho há três anos.

São bem poucas as informações divulgadas sobre o espetáculo, que não terá banda de apoio. "O som será mais para o acústico e muito singelo. É um show nascido da minha vontade de ser feliz", Caetano escreveu sobre seu "nepotismo do bem". "Creio que não somos uma família de músicos, mas seguramente somos músicos de família".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.