Uma polêmica se instalou no Chile neste sábado, após o economista-chefe do Banco Mundial, Paul Romer, ter revelado que o organismo teria alterado dados sobre a competitividade chilena por "motivações políticas". 

Romer explicou ao jornal financeiro "Wall Street Journal" que foram feitas alterações no relatório "Doing Business", um ranking que avalia diferentes países no aspecto da "competitividade no ambiente de negócios", que provocaram um desempenho mais baixo do Chile durante o governo da socialista Michelle Bachelet (2014-2018).

A presidente chilena exigiu  neste sábado uma investigação do Banco Mundial sobre o assunto: "Dada a gravidade do ocorrido, solicitaremos formalmente ao Banco Mundial uma investigação completa. Os rankings administrados pelas instituições internacionais têm que ser confiáveis, já que têm impacto no investimento e desenvolvimento dos países", publicou Bachelet em sua conta no Twitter.

Romer pediu desculpas por ter manipulado "de forma injusta e enganosa" a lista, e anunciou que os números serão corrigidos.