Cientistas descobrem sistema de regeneração de membros

Folhapress
16/07/2016 às 12:15.
Atualizado em 16/11/2021 às 04:19
 (iStock)

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 O cientista desenvolve, então, um soro a partir do genoma de répteis. O resultado é o Lagarto.

 regenerativas. Para desanimar os fãs de histórias de super-heróis, nenhum deles é um réptil.

No mundo real, anfíbios são conhecidos por grandes capacidades regenerativas. Além deles, a cauda que se solta das lagartixas talvez seja o exemplo mais comum de regeneração que as pessoas conhecem --tirando, claro, personagens famosos de quadrinhos.

 mexicanum) tiveram um último ancestral em comum há 420 milhões de anos, durante o período paleozoico.

AXOLOTE

No peixe-zebra foi analisada a capacidade de regeneração da nadadeira caudal, no bichir-cinza, da peitoral, e no axolote, uma espécie de salamandra, das patas dianteiras.

Em todas as espécies, foram estudados os fatores que levam à formação de blastemas, estrutura importante na regeneração de membros.

 em seguida, começarão a se especializar novamente e formarão o membro regenerado.

Os pesquisadores conseguiram descobrir uma rede de miRNAs (microRNAs) que regula o processo de regeneração. Estas fitas de RNA servem para silenciar (desativar) a ação de determinados genes.

"É como se fosse uma impressão digital. Eles são importantes para a manutenção do estado em que as células estão. É importante para a identidade celular", afirma Luciana Vasques, pesquisadora da USP na área de biologia molecular.

Em resumo, ao descobrir os miRNAs envolvidos na criação dos blastemas, os cientistas conseguiram identificar os genes que provavelmente são responsáveis pelo processo de regenerar um membro.

Nos três animais, o miR-21 foi o miRNA mais ativo, o que delimitou ainda mais o campo de pesquisa. Esse foi o primeiro estudo comparativo a identificar em três espécies um circuito, conservado durante a evolução, que regula a regeneração de membros.

"Eles estão vendo que alguns miRNAs são importantes na desdiferenciação e na diferenciação novamente, inclusive regenerando diferentes tecidos, como osso e músculo", comenta Vasques. A descoberta foi divulgada na revista científica "Plos One".

TRATAMENTO

 "Science Translational Medicine".

Esta condição neurodegenerativa normalmente começa a se manifestar entre 40 e 50 anos de idade. A SCA6 causa perda progressiva da coordenação de caminhada, deficiências no movimento das mãos, dos olhos e dificuldades de fala.

 tradução, ou seja, um local que controla a produção de proteínas.

A partir disso, os cientistas conseguiram controlar atividades celulares e proteger os ratinhos da progressão das dificuldades motoras e da degeneração de células cerebrais.

É a primeira vez que um estudo se utiliza deste centro ribossômico para tratamento de doenças genéticas.


 

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