Comerciantes varejistas já se mobilizam com o objetivo de evitar o aumento da violência com uma provável migração de criminosos para Belo Horizonte após a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Bruno Falci, e o vice, Marcelo de Souza e Silva, levaram a preocupação ao comandante-geral da Polícia Militar, Helbert Figueiró de Lourdes.

A PM garantiu que ainda não houve reflexos, mas que a divisa entre os estados de Minas e Rio já está sendo monitorada. “Todo o plano já está formatado”, disse, em nota, o comandante da PM.

Além das perdas com furtos e assaltos, o setor calcula que os investimentos em segurança – com sistemas de alarme e empresas de segurança privada – também multiplicam os prejuízos.

Estudo divulgado no ano passado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Belo Horizonte (Sincovaga) mostrou que a maioria das empresas (67%) investe, em média, 5% do faturamento mensal com aparatos de segurança. Para um volume de vendas calculado em R$ 339 bilhões, em 2016, é como se a prevenção e combate à ação dos criminosos consumisse R$ 1,7 bilhão na capital.