O Conselho de Administração (CA) da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) aprovou, na tarde desta quarta-feira (21), início do processo de venda da Light, concessionária de energia do Rio de Janeiro. A companhia mineira tem 26% da empresa. A comercialização estava nos planos da mineira como uma das saídas para reduzir a dívida de R$ 13,1 bilhões, com vencimento até 2024.

Em breve, o Conselho deve dar aval para que outras companhias sejam vendidas. Estão na mira, as empresas que não têm foco direto em distribuição, transmissão e geração, o chamado ‘corebusiness’ da Cemig, além daquelas que não trazem retorno no curto prazo e as com maior liquidez. As companhias em que a concessionária não é sócia majoritária também estão na berlinda.

Entre as dez empresas que devem ser comercializadas estão Cemig Telecom, a partipação na Andrade Gutierrez e Gasmig, antes considerada uma das meninas dos olhos da energética. Juntas, elas somam valor patrimonial R$ 6,54 milhões. A Cemig estima sucesso nas vendas em, pelo menos, 50% dos ativos até o primeiro semestre de 2018.

Outra estratégia para fortalecer o caixa é a emissão de US$ 1 bilhão em Eurobonds, anunciada no início do ano. No entanto, ela foi suspensa devido à oscilação do dólar e à cautela dos investidores estrangeiros em relação às empresas nacionais, tendo em vista a crise desencadeada pelas delações do grupo JBS.

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