Os consumidores pretendem gastar menos no Dia das Crianças neste ano. Segundo pesquisa realizada pela área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, para 70,2% dos entrevistados o tíquete médio deve ficar limitado a R$ 100, contra 85,2% no levantamento feito em 2016.

Apesar da crise, os empresários de Belo Horizonte estão otimistas para a data, dona de forte apelo emocional e comercial e que marca o período de lançamentos de produtos a serem comercializados no Natal. Mais de 80% deles apostam em vendas iguais ou melhores do que as registradas no ano passado.

Alimentam o otimismo dos comerciantes fatores como a inflação sob controle e a redução dos juros, na comparação com o mesmo período de 2016. “Os indicadores de consumo mostram que há uma recuperação da economia. Além disso, os empresários têm como base as outras datas comemorativas de 2017, que foram mais favoráveis”, diz o economista da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Apenas 39% dos consumidores planejam presentear os pequenos. No ano passado, 51,8% afirmaram que iriam às compras. “A explicação, provavelmente, não é econômica. A pesquisa indica que 44% dos consumidores afirmaram não ter a quem presentear, contra 27% que fizeram essa afirmação na última pesquisa”, afirma.

Os itens mais procurados serão os brinquedos (53%), como acontece tradicionalmente, e roupas (23%). Chama a atenção também o crescimento da opção pelos livros, que agora ocupam o 9º lugar no ranking dos presentes preferidos. A principal forma de pagamento (82%) será à vista, em dinheiro ou no cartão de débito.