O Salão de Nova York abriu as portas na semana passada com uma série de lançamentos voltados para o mercado interno norte-americano. Chamou a atenção o volume de lançamento de modelos sul-coreanos na feira nova-iorquina, mas que fazem um raio-x de como essas marcas se firmaram por lá e repetem um ciclo iniciado pelos japoneses nos anos 1970. 

Tanto Kia quanto Hyundai oferecem praticamente todo seu portfólio por lá, inclusive o selo de prestígio Genesis, que levou para o salão o sedã de luxo G70 e até um conceito, o Essentia Concept (foto em destaque). Ao todo foram nove apresentações, entre compactos, utilitários-esportivos, híbridos e modelos de luxo.

Pertencentes ao mesmo grupo, Hyundai e Kia venderam no ano passado 1,27 milhão de unidades nos Estados Unidos. Volume que corresponde a mais de 50% do total de emplacamentos registrados no mercado brasileiro, na ordem de 2,17 milhões de licenciamentos.

Naco do bolo
A participação da dupla em 2017 foi de 6,64%, percentual que (por hora) não ameaça a hegemonia da líder General Motors (19,22%) e nem da Ford (15,01%). Mesmo assim, o desempenho dos sul-coreanos é o dobro do que o Grupo VW (Volkswagen, Porsche e Audi, além de Bugatti, Bentley e Lamborghini) vendeu por lá no ano passado. E olha que os alemães estão instalados nos Estados Unidos desde 1955.

A boa aceitação dos coreanos nos Estados Unidos segue uma cartilha iniciada pelos japoneses nos anos 1970 e que se consolidou nos anos 1980. Qualidade e preço. Em 2015 Hyudai foi apontada como a segunda marca em qualidade pela consultoria J.D. Power, ficando atrás penas da Porsche. A Kia veio logo atrás, se posicionando à frente da aristocrata Jaguar. 

O modelo mais barato da Hyundai nos EUA é o sedã Accent, espécie de irmão mais desenvolvido do HB20S que parte de US$ 15 mil (R$ 50 mil). Já a Kia tem na base o Rio Sedan, de mesmo porte que o Accent, e que custa US$ 1 mil mais barato.