Pet sitter, cat sitter, dog walker ou creche para cachorros. Essas são algumas das novas profissões e serviços de quem cuida de animais enquanto os donos estão trabalhando. A tendência, trazida dos Estados Unidos, conquistou o público e se revelou uma grande oportunidade também para empresários, que estão investindo em cursos profissionalizantes.

A veterinária Andressa Gontijo é um exemplo do sucesso na profissão. Além de trabalhar como cuidadora de animais (pet sitter), ela comanda uma empresa que treina e agencia profissionais para atuar como “babás”, a My Pet’s Nanny.

Segundo ela, a empresa decidiu investir na área por causa da demanda e da exigência dos donos. “Muitas pessoas começaram a nos procurar para saber como se tornar um pet sitter e decidimos criar o curso. Os donos que contratam o serviço também começaram a exigir que o profissional tenha pelo menos noções de cuidados básicos”, disse. A My Pet’s Nanny tem sede em São Paulo, mas oferece cursos pela internet.



Valores

Por mês, um pet sitter fatura, em média, R$ 1.500. Segundo a veterinária Andressa, em meses de férias ou com muitos feriados, o lucro é ainda maior. Em Minas Gerais, ainda não há um levantamento sobre o crescimento da profissão, mas, segundo o diretor-executivo do MercadoMineiro, Feliciano Abreu, o aumento da adesão ao serviço é perceptível. “Muitas pessoas trabalham e não podem ficar com os animais. A necessidade fez com que essas novas profissões surgissem, tornando-se um benefício tanto para quem contrata quanto para quem é contratado”, afirma.

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A estudante Franciele Vianna, de 16 anos, aproveita os momentos de folga para cuidar do gatinho Millow e ainda ganhar um dinheiro extra. “Dou água, comida e levo ao veterinário”, diz ela, que já pensa no futuro. “Quero ser veterinária e continuar cuidando de animais”.