Juros, consumo, poupança e crédito. Esses e outros assuntos que permeiam o mercado financeiro e têm impacto direto na vida do consumidor são temas da Semana Nacional de Educação Financeira (Enef), realizada pelo Banco Central no edifício sede, em Brasília, e nos escritórios regionais do órgão, inclusive em Belo Horizonte, entre esta segunda-feira (5) e sexta-feira (9).

Na capital mineira, há programação na quarta e quinta-feira, a partir das 14 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.semanaenef.gov.br. Em BH, o BC fica localizado na Avenida Álvares Cabral, 1605, Santo Agostinho.

Com o objetivo de trazer mais para perto do consumidor conceitos que podem ajudar no entendimento da economia, serão realizadas mais de 40 palestras com foco em gestão de finanças pessoais, cidadania financeira, previdência complementar, poupança, Tesouro Direto, orçamento, compra compulsiva e dívidas, terceira idade, seguros, funções do Banco Central e do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Duas palestras estão agendadas para Belo Horizonte. A primeira, na quarta-feira (7), tem como tema Cidadania Financeira e será proferida pela analista do Banco Central Maria Inês Pereira de Almeida. No dia seguinte, Rodrigo Fabiano de Almeida, também analista da instituição, será responsável pela palestra Gestão Financeira.

Para Almeida, o ciclo de palestras ajuda a melhorar o entendimento dos consumidores sobre o ato de comprar.  “O alto nível de inadimplência mostra que o consumidor não avalia bem antes de adquirir algo”, comenta. Ele afirma que durante a palestra irá abordar assuntos diversos do processo de consumo, como os juros.

“A valorização do dinheiro no decorrer do tempo deve ser bem avaliada pelo comprador. Às vezes, os juros inviabilizam a compra, mas o consumidor adquire o produto assim mesmo, causando problemas no futuro. Falta análise”, diz.

Como consequência, há redução no giro do comércio, prejudicando toda a economia. Essa redução, conforme Almeida, pode ser ocasionada tanto pela inadimplência, que bate de frente com os anseios do vendedor, quanto pela necessidade de recuperar o crédito. Nesse caso, o comprador foca suas forças no pagamento daquela dívida e reduz o consumo. “O ideal é que o consumo seja racional, consciente e perene. Minha intenção é deixar isso claro durante o evento”, comenta.