Uma pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro entre os dias 27 de abril a 04 de maio, traz a cotação do preço pago pelo quilo de materiais recicláveis aos catadores de 20 estabelecimentos de Belo Horizonte. O estudo constatou uma considerável variação entre os valores repassados e ainda calculou a quantidade de latinhas necessárias para se alcançar o valor de um salário mínimo.

De acordo com o estudo, o preço de compra dos materiais varia até 300%, diferença entre os preços pagos pelo quilo do papel branco que pode ser comprado por preços que vão de R$0,05 à R$0,20. O quilo do jornal é comprado ao menor preço do valor de R$0,05 e ao maior no valor de R$0,15, uma variação de 200,00%. O quilo da revista pode ser vendido de R$0,02 a R$0,05, variação de 150%. O quilo do anel/lacre de latinha de alumínio apresentou uma variação de 75,00%, sendo comprada a preços que vão de R$2,00 á R$3,50. O quilo da latinha de alumínio vale de R$2,40 a R$3,70, variando 54,17%. O preço de compra do papelão varia até 50%, podendo custar de R$0,10 a R$0,15. O quilo da garrafa PET, está variando 33,33% no preço, é comprada de R$0,75 a R$1,00.

Um cálculo feito pelo site mostra quantas latinhas fazem um salário mínimo para estes trabalhadores. O catador, para ganhar um salário mínimo de R$788,00, tem que catar (pelo preço médio de maio de 2015 - R$3,08) um total de 255,84 kg, ou seja, cerca de 19.188 latas.

O Mercado Mineiro constatou também, em comparação de preços entre outubro de 2014 e maio de 2015, que houve um aumento de até 25,00% no preço do quilo do jornal, lacre e latinha de alumínio. Já os demais materiais pesquisados registraram queda.