A Cemig terá que integrar algum consórcio para disputar o leilão caso queira manter alguma de suas quatro usinas hidrelétricas que serão licitadas pelo governo no fim deste mês, disse nesta terça-feira, 12, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. "A princípio, o leilão está mantido", disse.

O governo chegou a abrir negociações com a estatal mineira por meio de uma câmara de conciliação, que acabou suspensa pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O governo conta com R$ 11 bilhões em receitas que virão do leilão e serão importante reforço para os cofres. A frustração desse dinheiro pode comprometer a meta fiscal.

"A Cemig tem todas as condições de integrar algum consórcio que vá disputar no leilão. Existem consórcios internacionais que têm interesse na participação da Cemig. A empresa tem condições de participar, desde que seja dentro de um processo competitivo, sem prejudicar as finanças públicas e o resultado da União", disse Meirelles.

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