O lustre cravejado com três mil cristais tchecos dá as boas-vindas ao hóspede no Glass Bussines Tower Hotel, que abrirá as portas em 1º de junho (domingo). O hotel, erguido pela Federação da Indústria do Estado de Minas Gerais (Fiemg), recebeu investimentos de R$ 40 milhões e já tem 40% da ocupação garantida no período da Copa do Mundo, que vai de 12 de junho a 13 de julho. A expectativa é a de que os 132 quartos tenham ocupação máxima durante o mundial.

As tarifas em períodos comuns não foram informadas. Durante a Copa, no entanto, o valor será de R$ 449 mais 5% de ISS para apartamentos individuais e R$ 519 mais ISS para duplos.

Metade do capital aportado no Glass Tower foi financiado junto ao Sicoob Credifiemg, cooperativa de crédito mantida pelos filiados da própria Fiemg. A taxa não foi informada. Os R$ 20 milhões restantes são de capital próprio.

Disputa

No terreno onde o hotel foi construído, ao lado da antiga sede da Fiemg, na rua Gonçalves Dias, havia duas casas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). "Fizemos uma proposta de compra do terreno para o conselho administrativo do Senai. Eles aprovaram, desde que houvesse uma licitação.

Publicamos o edital, disputamos o terreno com dois empresários e conseguimos arrematá-lo por R$ 4,5 milhões”, disse o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior. Entre o terreno ser arrematado e o hotel ficar pronto foram quase dois anos de obras.

Conforme afirma Machado Junior, a possibilidade de a Fiemg ter uma renda própria, assim como acontece com os outros braços da entidade, foi o principal motivador para a construção do Glass Tower. “O Senai tem as escolas, por exemplo”, diz.

O hotel, que será administrado pela mineira Clan, foi erguido em um terreno de 1,2 mil metros quadrados. Os doze andares ocupam uma área de 7,7 mil metros quadrados. Segundo o presidente da Clan, Roberto Fagundes, a expectativa é a de que a taxa média de ocupação do Glass gire em torno de 60%. “A média do setor em 2013 foi de 65%. Em um momento econômico como o que atravessamos, ficar em 60% está ótimo”, disse.

Para atingir a meta, ele conta com o público da própria Fiemg. A entidade possui 8,5 mil funcionários espalhados pelo Estado. Destes, 1%, o equivalente a 85 pessoas, estão em Belo Horizonte todos os dias. “A Fiemg deve garantir 40% da ocupação”, prevê Fagundes.

A construção do Expominas 2, que deve atrair turistas de negócios para Belo Horizonte no futuro, também anima o administrador. Afinal, o Minascentro é o maior centro de convenções da cidade, com capacidade para 1,75 mil pessoas. Nos congressos internacionais, os participantes chegam a 8 mil. “Com o Expominas 2 estes eventos poderão ser realizados aqui, ampliando a demanda por hotéis”, afirmou.

Ainda de acordo com Fagundes, que preside a Associação Comercial de Minas (ACMinas), o hotel, ainda é três estrelas, com prestação de serviço de quatro estrelas. Embora o empreendimento não tenha área de lazer (piscina, sauna ou academia, por exemplo), ele conta com três salas de reuniões, restaurante e scott bar, que em princípio será aberto apenas para os hóspedes.