O governo anunciou nesta quinta-feira, 24, a retomada de obras para construção de 7.127 unidades do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). As unidades são destinadas à faixa 1, na qual estão as famílias com renda de até R$ 1.800,00. O valor desses imóveis são subsidiados em até 90% com recursos públicos. De acordo com o Ministério das Cidades, nessa etapa serão investidos R$ 257,4 milhões, para beneficiar cerca de 30.000 pessoas. As unidades estão espalhadas em nove Estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao anunciar o reinício das obras, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que o governo da ex-presidente Dilma Rousseff deixou um saldo de 60.000 habitações com obras paralisadas. Esse total já foi reduzido para 33.887 e a estimativa é que o saldo seja "zerado" nos próximos meses.

A área técnica estima que isso ocorra em fevereiro de 2017. Só então começará a contratação de novas unidades. Segundo o Ministério das Cidades, o orçamento para a área de habitação contará com R$ 7 bilhões em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A meta é contratar 600.000 novas unidades. Em meio a turbulências políticas e num cenário em que a atividade econômica dá sinais de uma retomada mais fraca do que anteriormente esperado, o governo tem buscado agendas positivas com o foco na retomada do crescimento e do emprego.

Além da retomada das unidades do MCMV, o Palácio do Planalto organizou uma solenidade com a presença do presidente Michel Temer para divulgar que o Construcard contará com R$ 7 bilhões. A retomada de obras do MCMV também vem sendo anunciada em etapas. Dados divulgados na quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a intenção de investimentos no setor de construção civil caiu em novembro, depois de três meses em alta.