Até o terceiro trimestre de 2014, Minas Gerais deverá receber R$ 44,8 bilhões em investimentos produtivos diretos. Quase metade do montante, R$ 21,4 bilhões, será realizado pelas empresas de mineração, principal locomotiva da economia mineira. A siderurgia aparece em segundo, com R$ 5,6 bilhões.

A maior parte do dinheiro será alocada nos municípios mineradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Brumadinho, Itabirito e Congonhas, além de Itabira. No mapa de investimentos, destacam-se ainda as cidades de Patrocínio, Santa Vitória, Uberaba, Uberlândia, no Triângulo. Betim e a capital também são alvos dos investidores.

Os dados fazem parte de um estudo da equipe de pesquisa econômica do Banco Itaú sobre a economia mineira. O levantamento mapeia as cidades “Top 10” em investimentos no estado até 2014 e os setores líderes. “A mineração continua sendo o principal setor a investir em Minas. Contudo, nos últimos anos, novos setores vem ganhando participação. Como exemplo, podemos citar fertilizantes e sucroalcooleiro”, diz a economista Mariana Orsini, uma das autoras do estudo.

Adubos sintéticos, biodiesel, etanol, comércio e serviços ditarão o desenvolvimento econômico no Triângulo. Já o de Betim passa pelos ramos automobilístico, de shoppings e construção civil.

Em Belo Horizonte, os principais investimentos previstos são os do setor hoteleiro, que devem maturar até a Copa de 2014. À época, a capital terá quase 50% mais meios de acomodação, o maior aumento entre todas as cidades-sede dos jogos.

Apesar dos elevados investimentos previstos, Minas deve crescer menos que a média do Sudeste. “Rio e Espírito Santo deverão puxar o crescimento da região, com grandes investimentos principalmente no pré-sal e, no caso do Rio, nas Olimpíadas de 2016”, afirma ela.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothéa Werneck, 35 protocolos de intenção de investimentos foram assinados no 1º quadrimestre deste ano, com previsão de 31 mil empregos entre diretos e indiretos.

Leia mais na Edição Digital