O Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais cresceu 2,3% em 2012, conforme dados preliminares do Centro de Estatísticas e Informações (CEI) da Fundação João Pinheiro (FJP) divulgados na última quarta-feira (6).

A agropecuária, com expansão de 4,4%, foi o setor que puxou o desempenho da economia mineira, sobretudo a produção de milho, soja e café. Dos dez setores pesquisados, apenas em um - produção e distribuição de energia e saneamento - a performance da média nacional superou a mineira.

A taxa de crescimento da economia de Minas Gerais ficou acima da média do país, apurada em 0,9% no ano passado. Entre as unidades da federação que já divulgaram o PIB, Minas teve melhor resultado do que São Paulo (1,3%), porém uma taxa menor do que as da Bahia (3,1%) e do Ceará (3,5%).

Arábica

O café arábica, com produção 20% maior em 2012, representa entre 35% e 40% do valor da produção agrícola. Da taxa de crescimento total do PIB, de 2,3%, ele colabora com entre 0,5 e 1 ponto percentual.

“Os números do PIB de Minas em 2012 confirmam o momento extremamente favorável que atravessa a economia de nosso Estado. Comemoramos particularmente o crescimento de 4,4% da nossa agropecuária”, observou o governador de Minas Gerais Antonio Anastasia.

O Coordenador de Contas Regionais do CEI, Raimundo Leal, destaca o bom desempenho das culturas do milho, soja e café. “Dentro da agropecuária, os produtos com maior peso tiveram bom desempenho. Já na indústria, a queda do setor de metalurgia básica determinou o resultado fraco”.

A indústria de Minas cresceu 1,5%. No subsetor indústria da transformação, a metalurgia básica registrou retração de 5,1% na produção e impediu um resultado melhor do que o 0,7% de expansão do PIB do setor. A indústria extrativa, outra base importante da economia mineira, teve um PIB com variação negativa de 0,3%.

Os dados da FJP ainda revelam que a construção civil cresceu 4,4%, os serviços de administração pública tiveram incremento de 3,5%, seguidos por transportes (2,3%), serviços imobiliários e de aluguel (2,3%), comércio (2%) e outros serviços (1,8%).

A confirmação técnica dos dados, que são preliminares, só ocorrerá daqui a dois anos.