Crise é uma palavra que não faz parte do cardápio da empresa Nova Safra Food Service. Prestes a completar 33 anos, a distribuidora mineira de alimentos para padarias, restaurantes, confeitarias, hotéis, bufês, sorveterias e consumidor final cresce feito massa com fermento. Há quatro ou cinco anos, a média de crescimento chegou a 22%. Para 2017, a expectativa é ampliar entre 15% e 18% o faturamento.

“Crise? Nunca ouvi falar”, diz a diretora da Nova Safra, Margareth Brandi Félix César. A receita de sucesso, segundo ela, está na essência do serviço prestado. “Food Service é muito mais que um atacadista comum, que perde tempo com um enorme volume de caixas fechadas e preço. Ser um distribuidor como nós somos envolve conhecer os benefícios do produto, oferecer vantagens para o cliente e possibilitar a eles que queimem etapas do processo com aquela determinada matéria-prima. Daí o respeito do mercado pela nossa marca”, observa.

Um exemplo são os ovos refrigerados, que chegam à clientela pasteurizados e limpos. “Comercializamos um litro de gema e um litro de clara, separados, como se fosse em uma caixinha de leite. Isso evita o desperdício e facilita o trabalho. Se o cliente for fabricar colomba pascoal, que precisa muito mais de gemas, vai poder comprar exatamente a quantidade que vai usar”, detalha.

“O freguês hoje compra uma quantidade menor. Quem levava 1 mil leva 500. Ninguém faz estoque. A saída para manter o faturamento é inovar e aumentar o número de clientes”

Margareth Brandi Félix César - diretora Nova Safra Food Service


Na linha “dois em um”, existe um ingrediente para temperar e empanar o bife à milanesa. “Com ele, não há a necessidade de passar a carne na farinha de trigo, depois no ovo batido com o leite e, por último, na farinha de rosca. O produto faz tudo de uma vez só, traz agilidade, economia, e evita contaminação”, explica. Assim como essas, há uma infinidade de matérias-primas que buscam aumentar a rentabilidade do empreendedor, preservando o sabor do alimento.

Nova loja e e-commerce

Ao todo, a Nova Safra oferece cerca de cinco mil itens. A frota é composta por 75 caminhões, que fazem 1.300 entregas por dia, em média, na Grande Belo Horizonte. Recentemente, ficou pronta a nova loja, a mais moderna da Ceasa-Minas, com 4.700 metros quadrados de área construída. A empresa mantém ainda um centro de distribuição de 14 mil metros quadrados, também na Ceasa, que funciona em três turnos.

Outra novidade é o e-commerce, implantado pela diretora Ana Carolina Félix, sobrinha de Margareth e filha de Emílio Brandi Félix, fundador e proprietário da Nova Safra. “Desde[/TEXTO] jovem, meu irmão trabalhava como vendedor. Aos 21 anos, montou uma loja atacadista na Ceasa. Ele mesmo comprava, entregava, varava a madrugada trabalhando. Sempre teve veia empreendedora”, lembra a empresária.

Durante 14 anos, a empresa vendia basicamente farinha e insumos para padaria, como farinha, coco, polvilho e doce de leite. Até que Emílio teve a ideia de chamar a irmã, psicóloga com experiência na área organizacional e de Recursos Humanos, para ajudar a tocar o negócio. “Nunca mais saí. Foi um casamento perfeito, que já dura quase 20 anos”, conta Margareth. Em duas décadas, o quadro saltou de 33 para 460 funcionários.

Outro diferencial adotado ao longo do tempo foi a oferta de cursos de aperfeiçoamento na produção de pizzas, sorvetes, pães, bolos etc. São 150 alunos, por mês.