Quando se fala em fast-food, a primeira lembrança que vem à cabeça é de uma comida rápida, mas gordurosa. Pensando em reverter o estigma de que as refeições semi-prontas são até saborosas, mas não fazem bem à saúde, o restaurante Horta 31 inaugurou em Belo Horizonte o conceito de saladas rápidas.

A primeira loja foi aberta em maio do ano passado, na Savassi. Pouco depois já foram inauguradas outras três unidades na capital, nos bairros Floresta, Lourdes e Funcionários. Os quatro restaurantes servem cerca de 20 mil saladas a cada mês.
Agora, a Horta 31 se organiza para formatar um modelo de franquia que possa ser levado a outras cidades do interior de Minas Gerais e também a outros municípios do país.

Basicamente, a proposta é servir salada fresca o dia inteiro, tanto para quem vai almoçar, quanto para um lanche à tarde ou jantar.
O atendimento é feito num balcão de vidro. O cliente escolhe entre mais de 50 ingredientes e quem coloca os itens no prato é o atendente, de acordo com o pedido do freguês. Depois, o prato é pesado. O quilo custa R$ 39,90.

Os ingredientes são adquiridos de produtores locais, de cidades vizinhas e também da fazenda orgânica Be Green, instalada no Boulervard Shopping, região Leste da capital.

“Temos nos deparado com tanta procura que se formam filas na porta do restaurante nos horários de maior movimento. Mas como a ideia é que funcione como fast-food, o atendimento é rápido e a rotatividade alta”, comenta Luiz Gustavo Moreira, um dos sócios.

Ingredientes

Além de produtos vindos de hortas, o fast-food também oferece carboidratos (macarrão integral, batatas doce e baroa, dentre outros), proteínas (carne de boi, frango e peixe), frutas secas, castanhas e sementes, além de saladas de frutas, sucos naturais e sobremesas fit. As folhosas mais procuradas são a alface americana e as folhas de beterraba.

Para temperar as saladas, o restaurante oferece temperos e molhos, produzidos diariamente. O que tem maior procura é o de queijo gorgonzola, carro-chefe. O cliente também tem a opção de levar os produtos para casa. E se na próxima compra trouxer a embalagem, ganha desconto de R$ 1.

“Foi tudo pensado de uma maneira bem sustentável, desde a arquitetura, com mesas e decoração em madeira de reflorestamento, até a decoração, com vasinhos de planta recicláveis que viraram lustres”, afirma Moreira. Engenheiro civil por formação, ele atuou na área por oito anos. Morava no Rio de Janeiro antes de decidir voltar para Belo Horizonte e abrir o restaurante.