A greve de transportadores de combustíveis na Região Metropolitana de Belo Horizonte já afeta seriamente o abastecimento na capital. Vários postos estão fechados e, mesmo que haja acordo entre a Petrobras e os transportadores, a situação não será normalizada antes desta sexta-feira (24). Os postos de bandeira BR são mais afetados pela desabastecimento. 

Na Via Expressa ainda há postos com combustível, mas as filas são enormes, chegando a fechar uma pista da via. No posto Quick, de bandeira Shell, o estoque só deveria durar somente até às 13h desta quinta-feira.

Posto Quick

No posto Quick, na Via Expressa, a procura foi intensa na manhã desta quinta-feira

 

No bairro Santa Efigênia, os tanques do posto Duas Pátrias foram abastecidos pela última vez na terça-feira (21). Ontem (22) já não havia combustíveis. A gerência deu folga a funcionários, já que não há serviço para todos. 

Outro posto que está parado é o Silva Lobo, de bandeira BR, na avenida Amazonas, ao lado do Cefet. Lá o último carro abastecido foi por volta das 16h00 desta quarta-feira (22). 

O gerente do posto, Marcos Vinicius, informou que aguarda o resultado de uma reunião entre os grevistas e a Petrobras, que está agendada para hoje à tarde. Se decidirem interromper a paralização, a situação pode começar a ser normalizada amanhã. 

Ele relata que em alguns postos, que têm grande capacidade de estoque, o litro da gasolina já aumentou até vinte centavos e o do etanol trinta centavos.

Confira os vídeos

 

 

 

 

O Minaspetro, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais, informou que tem recebido ligações de muitos donos de postos, reclamando que não têm combustíveis. Confira a nota, na íntegra.

Greve provoca falta de combustível em várias regiões de Minas Gerais

"Minaspetro, representante da Revenda de combustíveis, tem recebido ligações de postos que já não tem produto para disponibilizar ao consumidor.
A greve dos transportadores de combustíveis, convocada pelo Sindicato da categoria em Minas Gerais (Sindtanque-MG), que acontece desde a última terçafeira, provoca grandes reflexos no abastecimento dos postos de combustíveis em todo o Estado de Minas Gerais. O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais  Minaspetro) já recebeu informações de vários estabelecimentos em Belo Horizonte e Região Metropolitana, além do interior de Minas, que já não possuem mais combustíveis para a comercialização.

O Minaspetro tem conhecimento que, desde a noite de terça-feira, 21, nenhum veículo realizou o carregamento nas bases distribuidoras próximas à Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim. A situação atual é de paralisação total, que provoca reflexos na RMBH, Conceição do Mato Dentro, Ouro Branco, Carmo do Cajurum, Norte de Minas, entre várias outros postos no Estado que procuraram o Sindicato para comunicar a falta de combustível.

Segundo o diretor do Sindtanque, Erlei de Souza Penido, reuniões acontecerão durante esta quinta-feira junto aos órgãos que o movimento grevista está encaminhando suas reivindicações. O representante dos tanqueiros ressaltou que, na manhã de hoje, o Sindtanque se reúne com a Secretaria da Fazenda do Governo de Minas, e, à tarde, o encontro será com os representantes das companhias distribuidoras de combustíveis (Sindicom).

A situação é avalidada por Carlos Guimarães Jr., presidente do Minaspetro, representante dos mais de quatro mil postos de combustíveis no Estado. “O quadro atual nos preocupa, e muito. Vários postos procuraram o Minaspetro para comunicar a falta do combustível para disponibilizar ao consumidor. A gravidade da situação exige que uma negociação entre as artes envolvidas aconteça o mais rápido possível”.

Guimarães Jr. ainda ressalta que, enquanto representante da categoria revendedora, o Minaspetro é apenas mais um elo na enorme cadeia de combustíveis. Em casos de greve como esses, o papel do Minaspetro se resume a aguardar como a situação será resolvida entre as partes envolvidas no processo. “O Minaspetro espera um rápido desfecho para a questão, de forma que o consumidor não seja prejudicado”, ressalta Guimarães Jr.

É importante pontuar, ainda, que o Minaspetro entende que não há a necessidade da população promover a prática conhecida como “corrida aos postos”, com o objetivo de abastecer os veículos. A situação poderia agravar ainda mais o cenário, já que os postos teriam que trabalhar com um volume acima do normal para cada estabelecimento."