O ano de 2016 foi marca do pela renovação do segmento de sedãs médios. Cruze e Civic ganharam novas carrocerias, assim com o Sentra passou por uma reestilização e o Corolla continua deitado em berço esplêndido da boa fama. No entanto, os sedãs médios encareceram demais e, com exceção do Citroën C4 Lounge, nenhum outro do mercado tem preço inferior a R$ 80 mil. E com a “inflação” dos médios, o cenário ficou bom para o Chevrolet Cobalt.

O sedã “espichado” da GM deixou de ser o patinho feio depois da plástica no final de 2015, que o deixou garboso, e o remanejamento das versões fez dele um automóvel mais qualificado. 

Com uma média de 1.850 emplacamentos mensais, seu desempenho é superior ao do irmão Cruze. Testamos a versão Elite, que parte de R$ 68.990 e o modelo agrada não apenas pelo pacote de conteúdo farto, mas também pelo ótimo comportamento do conjunto mecânico. 
A combinação do motor 1.8 8v de 111 cv com a transmissão automática de seis marchas não faz do Cobalt um exemplo de vigor atlético, mas está muito longe de ser um carro anêmico. E o melhor, a combinação se mostrou muito eficiente com consumo médio na casa de 8 km/l com álcool.

Conteúdos
Além da plástica, o Cobalt também ganhou novos equipamentos como o serviço de assistente remoto OnStar, bancos e volante revestidos em couro, sistema de entretenimento MyLink, dentre outros conteúdos que colocam o modelo no patamar de um sedã médio, uma vez que seu porte nunca foi de compacto como é designado pelo mercado. Para quem busca espaço e conteúdo, é uma boa opção.
 

Raio-x Chevrolet Cobalt Elite 1.8

O que é?
Sedã compacto, quatro portas e cinco lugares.

Onde é feito?
Fabricado na unidade de São Caetano do Sul (SP).

Quanto custa?
R$ 68.990
R$ 70.890 (testado)

Com quem concorre?
O único concorrente direto do Cobalt é o Honda City que tem preços entre R$ 60.900 e R$ 81.400

No dia a dia
O Cobalt é um automóvel que oferece conforto e comodidade no uso cotidiano. A oferta generosa de espaço interno e bagageiro de 563 litros fazem dele um automóvel do porte de um médio. 

Sem opcionais, o pacote de conteúdo da versão Elite oferece assistente remoto OnStar (com planos mensais de R$ 50 a R$ 80), sistema de entretenimento de bordo MyLink, que peca por não oferecer GPS nativo, mas tenta compensar com as conexões no modo Apple Car Play (que não projeta navegador na tela) e Android Auto, este capaz de exibir o Google Maps na tela de sete polegadas do painel. Por outro lado, a câmera de ré e sensor de estacionamento traseiro facilitam as manobras. 

Ele ainda oferece acabamento em couro e peças cromadas, que elevam a percepção de refinamento. No entanto, os plásticos duros estão longe da realidade de um sedã médio. 

Motor e transmissão
O motor 1.8 8v de 111 cv está distante de ser um exemplo de performance, mas não decepciona. O seu trunfo são os 17,7 mkgf de torque que garante boa aceleração e retomada. Combinado com a transmissão automática de seis marchas, o Cobalt se mostra muito confortável e de operação suave. 

Como bebe?
Seu consumo com álcool é de 8,0 km/l no combinado entre trajeto urbano e rodoviário.

Suspensão e freios
Fazendo uso do tradicional conjunto independente (McPherson) na frente, e eixo rígido na traseira, o Cobalt tem acerto firme e boa estabilidade, sem comprometer o conforto. O sistema de freios adota conjunto de discos na frente e tambor atrás, mas cumprem bem a função de frenagem de seus 1.130 quilos, com o auxílio do ABS. 

Pontos positivos
Cesta de equipamentos
Porta-malas

Pontos negativos
Plásticos duros no acabamento
Ausência de GPS nativo