Vendas para pessoas com deficiência (PcD) se tornaram a tábua de salvação da indústria automotiva em 2017. Depois de medidas para estimular o consumo, como condições especiais para consorciados e modelos de financiamento com taxas residuais, o PcD ser tornou um filão atrativo para o setor pois permite isenção de IPI, ICMS, IPVA e IOF. Na prática, significa uma redução de 20% a 30% no preço final do automóvel, o que levou fabricantes a desenvolverem versões especiais para a modalidade de venda.

Desde o primeiro trimestre deste ano, os descontos foram estendidos para outras enfermidades, como artrite ou problemas de coluna, além de extensão a familiares de pacientes de determinadas doenças. A alteração na regra fez com que esse tipo de venda crescesse 31% desde 2015, com cerca de 140 mil unidades no primeiro semestre deste ano. Isso corresponde a quase 10% dos emplacamentos. 

E a demanda para a modalidade cresceu tanto que a Hyundai anunciou a suspensão temporária do Creta Attitude 1.6 PcD. De acordo com a fabricante, a razão da interrupção se dá para atender a demanda da versão, que segundo ela foi maior que a esperada. “A demanda tem se mantido muito acima do esperado e gerado filas de espera em diversas regiões do País”, pontuou a fabricante sul-coreana.

E a oferta é tentadora: o jipinho, que na versão similar para o consumidor comum custa R$ 73 mil, na configuração PcD sai por R$ 54,7 mil. No entanto, para ter direito ao benefício, é preciso laudo de um perito médico.