O Jeep Renegade chegou no primeiro semestre de 2015 junto com o levante dos utilitários-esportivos (SUV) compactos que também trouxe o fenômeno Honda HR-V. Apesar de todas as capacidades para uso fora de estrada (algo que é ficção para o HR-V), o consumidor deu preferência às versões equipadas com motor 1.8 flex e tração dianteira. 

A decisão se dá pelo fator preço e também pelo fato de que quase ninguém que compra jipinhos modernos os levam para chafurdar na lama.
E como o negócio era bater de frente com o HR-V, no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro passado, a Jeep apresentou a versão Limited. A opção chega com um banho de loja para fazer frente ao rival japonês.

Testamos a versão e resolvemos levá-la para a estrada, pois quem paga R$ 100 mil num automóvel tem ele como principal carro da família, e quando precisa sair em férias, é nele que a turma passeia. 

Entre seus predicados estão os bancos revestidos em couro, sistema de partida sem chave, ar-condicionado digital, quadro de instrumentos com tela em TFT, além do acabamento com apliques em tom prateado na grade, retrovisores, além do teto pintado em preto.

Calor humano
A visita à butique trouxe prestígio ao modelo que, tem tido dificuldades em concorrer com o irmão Compass – maior e com motor mais moderno. No entanto, não resolve o problema do espaço interno. Apesar de acomodar bem quatro adultos, quando se inclui o quinto ocupante e precisa pegar estrada a situação se agrava. 

Basta uma criança com acento de elevação para que a “turma do fundão” fique apertada. E com lotação máxima, é natural que o bagageiro também precise acomodar a tralha de toda a turma. Seus pouco mais de 250 litros são capazes de levar duas malas pequenas e duas bolsas médias. Ou seja, a viagem não pode ser muito longa.

Por outro lado, quem viaja diante do volante não tem do que reclamar. A posição de dirigir elevada oferece ótima visão, apesar de o pequeno para-brisas traseiro comprometer as investidas ao retrovisor interno. O bom nível do estofamento e contorno dos bancos permitem longas distâncias sem sacrificar as costas. 

Raio-x Jeep Renegade Limited 1.8

O que é?
Utilitário-esportivo (SUV) compacto de cinco lugares.

Onde é feito?
Produzido na unidade de Goiana (PE).

Quanto custa?
Entrada: R$ 98.990
Testado R$ 108.639
Completo R$ 115.439

Com quem concorre?
O Renegade tem um leque de versões que o qualificam para disputar mercado com modelos que vão da base do segmento de SUV’s compactos e até mesmo opções com aplicações fora de estrada de maior porte, quando equipado com tração 4x4. A versão Limited 1.8 concorre com Chevrolet Tracker LTZ (R$ 93.490), Ford EcoSport Titanium 2.0 (R$ 93.990), Honda HR-V Touring 2.0 (R$ 107.900), Hyundai Creta Prestige 2.0 (R$ 99.990)

No dia a dia
É um jipinho confortável e com ótimo nível de acabamento. Apesar de o espaço interno ser limitado, oferece bom nível de conforto para quatro adultos. O senão fica por conta do porta-malas, que oferece apenas 260 litros. No uso cotidiano, ele resolve muito bem, mas quando se embarca a família para uma viagem, é preciso selecionar a bagagem com critério. 

Ao contrário das demais versões com motor 1.8 flex, a Limited se difere por oferecer pacote de conteúdo mais generoso, com direito a quadro de instrumentos com tela de TFT para as funções do computador de bordo, sistema de partida sem chave e bancos revestidos em couro. Seus únicos opcionais se resumem ao teto solar panorâmico, pacote com sete airbags e sistema de entretenimento com tela de 6,5 polegadas. 

Motor e transmissão
O motor Etorq Evo 1.8 16v de 139 cv e 19,2 mkgf é o mesmo que também equipa Touro e Argo. Apesar de a cavalaria estar aquém do arquirrival HR-V, a unidade se comporta bem, apesar de o torque demorar a aparecer, por volta dos 3 mil rpm. O senão fica pelo excesso de vibração e ruído. A transmissão automática de seis marchas também é velha conhecida no grupo Fiat, desde os tempos áureos do 500 e faz trocas rápidas e muito suaves.

Como bebe?
O consumo no percurso combinado entre urbano e rodoviário (30 e 70%) foi de 11,9 km/l com gasolina, o que pode ser digno de elogio quando se fala de um motor que no passado era tido como beberrão por proprietários de Bravo e Linea.

Suspensão e freios
O Renegade turbodiesel suspensão independente nas quatro rodas, mas com acerto para uso urbano, o que privilegia o conforto. 

Para facilitar as frenagens, o SUV conta com freios a disco nas quatro rodas, além de controle de partida em rampa (Hill Holder) e freio de estacionamento eletrônico.

Pontos positivos
Estilo
Robustez
Consumo

Pontos negativos
Preço
Porta-malas