O percentual de famílias inadimplentes em Belo Horizonte caiu de 28,2% em abril para 27% no mês passado, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), elaborada pela Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomercio). 

O índice refere-se ao número de famílias que possuem contas ou dívidas em atraso, contraídas com cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais, aquisição de imóvel e prestações de carro e seguros.

Outro dado positivo do levantamento foi o recuo do número de consumidores que não terão condições de quitar os compromissos financeiros vencidos até o próximo mês, cujo indicador passou de 11,6%para 11,4%.

Segundo o economista da Fecomércio, Guilherme Almeida, essa redução é importante porque mostra que, de alguma forma, as pessoas estão buscando solucionar esse problema. “No entanto, não é possível traçar uma tendência para a inadimplência, pois os resultados têm oscilado muito a cada mês”, disse.

Freio
O endividamento dos belo-horizontinos, que retrata o comprometimento da renda, também recuou de 62,3% em abril para 60,7% no mês passado.
“A Peic indica uma desaceleração do ritmo de consumo, principalmente em função de incertezas tanto no cenário econômico quanto político. Com isso, as famílias preferem manter a cautela”, avalia.

Cartão de crédito
O maior endividamento dos consumidores em maio foi com o cartão de crédito, que representou 75,4% dos entrevistados. De acordo com a Fecomércio, é impor que as pessoas tenham atenção e façam um planejamento para não perder o controle do orçamento, uma vez que essa modalidade possui os maiores juros praticados no mercado, superando os 300% ao ano.