Se no primeiro ano havia Caetano Veloso, no segundo há Jorge Ben Jor. Aos poucos, o MECAInhotim, evento que reúne a plataforma cultural Meca com o Instituto localizado em Brumadinho, em Minas Gerais, mostra o que tem a oferecer em sua segunda edição. No ano passado, Caê e a banda Liniker e os Caramelows puxaram a lista de atrações - e chamavam a atenção para as demais atividades realizadas por lá. Agora, os nomões são de Ben Jor e Karol Conká, cujo hit Tombei, extrapolou a bolha, chegou às massas - e levou um público de 23 mil pessoas ao festival Maloca Dragão, em abril, em Fortaleza.

Ambos os artistas se apresentam no segundo dia de MECAInhotim, dessa vez será realizado em três datas. A nova edição do festival ocorre nos dias 7, 8 e 9 de julho. Os valores dos ingressos são R$ 40 (para o dia 7), R$ 270 (dia 8) e R$ 80 (dia 9) - os chamados "passaportes" incluem entradas nas três datas e acesso às obras de Inhotim, e custam R$ 390.

A programação musical, revelada com exclusividade pelo Estado, tem no sábado a data mais concorrida. Além dos artistas brasileiros, virão DJs Joakim e Pional, da França e Espanha, respectivamente - o segundo esteve no festival Sónar, em São Paulo, em 2015, e sacudiu as paredes escuras do Espaço das Américas.

O dia de abertura do MECASonar tem sua força no universo alternativo, em contrapartida à noite de Ben Jor e Conká. O ótimo trio carioca Ventre, o projeto folk M O O N S, do mineiro André Travassos, e a banda paulista de psicodelia Terno Rei transformam escalação em uma retrato da atual cena independente: o rock urgente do Ventre dialoga com o pé no freio de M O O N S, enquanto o Terno Rei faz uma ponte direta entre a guitarra e a contemplação, com doses de lisergia. A noite de encerramento terá a cantora Lia Paris, com novo e ótimo projeto solo, e a esquisitice eletro-indie viciante da banda Lumencraft.

As informações sobre palestras e workshops ministrados ao longo das datas só serão divulgadas em junho. A proposta, desde a primeira edição, é não navegar só pela música. MECAInhotim é espaço também para o diálogo entre moda, arte e tecnologia.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.