Faltam apenas cinco meses para a bola começar a rolar na Copa do Mundo 2018 e quem pretende embarcar para a Rússia deve preparar o bolso, pois a viagem é cara. Por causa dos preços que variam de R$ 27 mil (o equivalente a 6.500 euros) a R$ 160 mil (40 mil euros), as agências de turismo ainda não viram as vendas decolarem.

“Na verdade, os pacotes são muito caros. É um turismo elitizado, fora do padrão”, diz o vice-presidente Financeiro da Associação Brasileira das Agências de Viagem, seção Minas Gerais (Abav-MG), Alexandre Xavier.

Segundo ele, somente cinco grandes operadoras de turismo foram credenciadas pela Fifa para comercializar pacotes vips no Brasil, com a garantia de assistir à Seleção Brasileira e outras mordomias, como camarote e traslado. Ainda de acordo com Xavier, a barreira do idioma, a distância e um certo desconhecimento sobre a cultura russa também inibem a procura pelas viagens.

“Até agora temos, em média, cinco orçamentos e uma venda por mês”, diz o diretor da Geraes Viagens, Carlos Hiran. Um pacote custa em torno de R$ 28 mil, mas ele planeja montar alguns ajustes e oferecer alternativas com “menos jogos e mais turismo” que custariam cerca de 20% a menos. “Muita gente que viaja gosta de futebol, mas aproveita mesmo é para conhecer o país-sede”, afirma.

Uma das operadoras credenciadas a vender pacotes oficiais para a Copa do Mundo, a Agaxtur registra crescimento nas vendas, mas alerta que conforme a procura aumenta, os preços tendem a subir. Os pacotes partem de valores em torno de R$ 30 mil (7.500 euros). Mas há pacotes completos que excedem os R$ 160 mil.

Outra operadora com lojas em todo o Brasil, a CVC tem dois pacotes básicos, de 12 e 16 dias, variando de R$ 27 mil a R$ 32 mil (8 mil euros), mas aguarda a assinatura de um convênio com outra agência que tem autorização da Fifa para a venda de pacotes com ingressos. Esta opção poderá ser feita, segundo a própria CVC, em uma rede formada por 1.200 lojas e 6.500 agentes credenciados em todo o Brasil.

Malas prontas

O advogado Luiz Antônio Moysés Júnior deverá embarcar para a Rússia em 13 de junho, com sete amigos. Eles tentaram fechar um grupo com dez pessoas – o que proporcionaria desconto da agência de turismo – , mas não conseguiram gente suficiente.

O advogado calcula que deverá desembolsar em torno de R$ 25 mil e ainda conta com sorte e persistência para conseguir ingressos, que são sorteados pela Fifa via internet.

“Vamos chegar uns dois ou três dias antes do primeiro jogo do Brasil (contra a Suíça, em 17 de junho, na cidade de Rostov). É o suficiente para ambientar e participar das fan-fest (tradicionais festas promovidas pela Fifa antes dos jogos)”, diz.


Curiosidades

Voos com escalas – Não há opções de voos diretos para Moscou a partir do Brasil, então um voo longo será inevitável, com conexões na Europa ou Estados Unidos. O tempo de viagem fica entre 13h e 16h, em voos com apenas uma parada

Clima – Quando pensamos na Rússia, a primeira coisa que nos vem à cabeça é neve e muito frio. Mas durante os meses de junho e julho o país está em pleno verão. Isso não quer dizer que você encontrará o calor escaldante com o qual estamos acostumados, mas sim temperaturas máximas de 25 graus

Fuso horário – A Rússia possui, no total, 11 fusos horários diferentes. Caliningrado está 5 horas à frente do Brasil; Moscou, São Petersburgo, Níjni Novgorod, Kazan, Saransk, Rostov, Sochi e Volgogrado, 6 horas à frente. Samara fica 7 horas adiante e Iecaterimburgo, 8 horas.

Moeda – A moeda utilizada no país é o Rublo Russo. Pela cotação oficial, 100 rublos equivalem a R$ 5,68