Depois do utilitário-esportivo (SUV) T5, chegou a vez do JAC T40 passar a contar com transmissão continuamente variável (CVT) em seu portfólio. O aventureiro acaba de estrear no mercado ao preço de R$ 69.990. Trata-se de um salto de R$ 10 mil em relação ao que é cobrado pelo mesmo T40 com caixa manual. Um acréscimo proporcionalmente maior quando comparado com o próprio irmão T5, que custa R$ 70 mil com câmbio mecânico e R$ 75 mil com CVT. 

É um preço salgado, ainda mais quando se fala de um compacto aventureiro. Similares como Chevrolet Onix Activ ou Renault Sandero Stepway (que também recorrem a caixas automática e robotizada, na ordem), orbitam nos R$ 66 mil. Na briga ainda figura o HB20X, que também flutua nos R$ 66 mil.

Mas, além da transmissão, o modelo estreia o novo motor 1.6 de 138 cv e 16,8 mkgf de torque, que só não é mais valente que a unidade 2.0 de 160 cv que equipa o monovolume J6. É uma grata novidade e promete um pouco mais de fôlego em relação ao 1.5 de 127 cv, que entrega toda a sua pujança em rotações muito altas e também peca pela falta de torque em baixo giro. 

Conteúdos
Ele ainda ganhou refinamentos como bancos revestidos em couro e sensores de estacionamento dianteiros. Mas o que causa estranheza é o módulo multimídia de oito polegadas que não permite conexão com smartphones e nem mesmo oferece navegador GPS. 

Era melhor ter colocado um toca CD, teria mais utilidade. Ou pelo menos um suporte para dependurar o celular quando for usar seu navegador. Em termos de segurança, o aventureiro mandarim conta com controles de tração e estabilidade (ESP), além de assistente de partida em rampa. 

Lei do mercado
A JAC pode até ter ido com a mão cheia na precificação da versão, que poderia ser cerca de 20% ou 30% mais barata. Mas ela tem seguido a corrente do mercado, que não se importa de pagar R$ 82 mil (iniciais) no Honda WR-V. 

Claro que não se deve comparar o lastro entre o emblema japonês e a logomarca dos chineses. A Honda é um fabricante que atingiu a excelência há um bom tempo e a JAC vem evoluindo desde que iniciou as atividades por aqui em 2011, mas ainda tem que comer muito feijão. No entanto, trata-se de automóveis com a mesmíssima proposta: ser um carro familiar, com roupa de Indiana Jones.