O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse nesta terça-feira (10), que o governo pretende levar a intervenção federal no Rio de Janeiro até o último dia deste ano, embora o presidente Michel Temer (MDB) tenha, na época de lançamento da ação, cogitado encerrá-la em setembro se a crise na segurança no Estado estivesse resolvida.

"Não vejo hoje nenhuma intenção de fazer a suspensão, mas sim de levá-la até o último dia do governo atual, ou seja, até 31 de dezembro de 2018", disse o ministro em entrevista concedida durante visita a uma feira de armamentos, equipamentos e dispositivos de segurança organizada na zona sul da capital paulista.

Jungmann considerou que a intervenção "caminha bem" e irá aos poucos aumentar a sensação de segurança entre os moradores do Rio de Janeiro. "A intervenção está no caminho certo, que é de reformular e reestruturar as polícias, de não permitir nenhum tipo de politização das polícias e não admitir qualquer tipo de corrupção ou ligação ao crime organizado", declarou o ministro.

Após se reunir durante o evento com secretários de segurança pública, onde foi discutido um pacto de compartilhamento de informações e serviços de órgãos de segurança pública, Jungmann informou que o presidente Michel Temer pode anunciar na semana que vem repasses aos Estados para investimentos nessa área. Ele não antecipou, porém, quanto será liberado."Nos próximos dias, vamos ter dinheiro novo para a segurança pública".

Segundo ele, o governo, ao repassar os recursos, fará contratos de gestão com os Estados, que terão que apresentar resultados como, por exemplo, a redução de homicídios.

"O dinheiro já está resolvido. O problema agora é muito mais de burocracia, de elaborar a medida provisória, de consultoria jurídica, de ver decreto, de ver projeto de lei", assinalou Jungmann. "Eu espero que seja anunciado na próxima semana".