A Justiça de Mato Grosso determinou na tarde desta sexta-feira, 23, a prisão de seis policiais militares, sendo quatro oficiais, três coronéis, dois tenente coronéis e um cabo. Quatro suspeitos de envolvimento no esquema de grampos clandestinos denominada 'barriga de aluguel', e dois suspeitos de vazarem informações.

Dois coronéis, Evandro Lesco e Bonelson Barros, eram, respectivamente, secretário-chefe e secretário-adjunto da Casa Militar; um terceiro coronel, Alexandre Corrêa Mendes, era o corregedor-geral da PM. Já o tenente-coronel, Antônio Edwiges Batista comandava o 4º batalhão da PM na região metropolitana de Cuiabá, e o tenente coronel Victor Paulo Fortes Pereira era diretor da PM. Por sua vez, o cabo Euclides Luiz Torezan estava cedido para o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). As prisões foram determinadas pelo desembargador Orlando Perri.

O governo do Estado, através de nota, confirmou as prisões e disse que os secretários são de "absoluta confiança" e não há "nenhum ato que desabone suas condutas de militares e agentes públicos honrados e probos". O caso dos grampos clandestinos, no estilo barriga de aluguel, foi denunciado pelo promotor de justiça e ex-secretário de Justiça, Mauro Zaque. Por conta dos grampos, já estavam presos um oficial aposentado, ex-comandante da PM, e um cabo.