Em busca de apoio entre os partidos políticos para o projeto eleitoral ao governo de Minas, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), acredita que o cenário estadual será definido apenas quando ficarem claras as composições para a sucessão do presidente Michel Temer (MDB). Para ele, os partidos negociarão as alianças em Minas em um pacote que inclui o palanque nacional. 

“As alianças locais terão muito a ver com as alianças para presidente da República”, afirmou. Ontem, o ex-prefeito acompanhou o presidenciável Ciro Gomes (PDT) em palestra para empresários mineiros, em Belo Horizonte. 

Lacerda tenta o apoio do partido de Ciro. Mas o PSB do ex-prefeito filiou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, pretenso postulante à vaga de candidato ao Palácio do Planalto. Por esse motivo, o PDT ainda não bateu o martelo. 

“Se o PT apoiar Ciro Gomes, Ciro Gomes terá que apoiar Pimentel aqui. É apenas um exemplo, não que isso necessariamente vá acontecer”, disse Lacerda citando o governador Fernando Pimentel (PT), que deve tentar a reeleição. 

Ciro almoçou com Lacerda e, logo em seguida, tomou café com Pimentel. “Sou muito amigo de todo mundo aqui em Minas, com exceção dos Cardoso, o resto todo sou amigo. Hoje, por exemplo, vou tomar um café com o governador Pimentel. Marcio é um velho amigo que eu introduzi na política. Evidentemente que eu, nesse momento, tenho torcida pelo Marcio, mas também pelo Pimentel. O que o partido vai fazer aqui, vai depender dos desdobramentos, sob liderança do nosso amigo Mario Heringer”, concluiu Ciro. 


Efeito Lula
Os pré-candidatos ao governo de Minas esperam definições nacionais que ficaram mais distantes, tendo em vista a situação do PT, advinda da prisão do ex-presidente Lula. 
Ciro acredita que não haverá união das esquerdas e mantém a disposição em se candidatar. Segundo ele, seu projeto “é diferente do PT”. 

Ele ainda é crítico da pré-candidatura de Joaquim Barbosa e Jair Bolsonaro (PSL). Para Ciro, Bolsonaro é “despreparado” e com “extensa boçalidade”. 

Já Barbosa tem a pré-candidatura similar à de Luciano Huck, na avaliação do pedetista. “Porque é um perfil de uma pessoa inorgânica na política, aparentemente ligado ao combate a corrupção, que são valores superficiais”, justificou.