A crise econômica que atinge o país há três anos foi o pontapé para que um trio de empreendedores decidisse apostar em uma antiga prática comum no interior do Estado: a venda de roupas a quilo.

Normalmente, o vestuário comercializado em balanças é considerado de qualidade inferior e as peças ficavam espalhadas, sem organização. No entanto, os irmãos Fábio Nunes e Fernanda Nunes e o amigo Altair Nunes foram em busca da mudança desse conceito.

Para comercializar os produtos na Bebê no Kilo, apostaram em uma loja bonita onde as roupas ficam penduradas nos cabides. O segmento escolhido foi o de vestuário de crianças e adolescentes de zero a 14 anos, com a venda de fábricas renomadas do Sul do país.

“O comércio de roupa infantil é considerado caro pelos pais por conta do pouco tempo que as peças são utilizadas, tendo em vista o crescimento acelerado das crianças. Por isso, vender roupa bem abaixo do valor de mercado seria uma ‘tacada de mestre’. Na atual conjuntura, ninguém está podendo gastar”, explica Fábio.

Balança

Todas as mercadorias são vendidas no peso. Os preços das peças variam de acordo com modelos e marcas e vão de R$ 230 a R$ 600, o quilo. Fábio Nunes diz que na Bebê no Kilo o cliente pode pagar até 50% mais barato do que nas lojas comuns. O desconto é possível porque a empresa consegue arrematar grandes lotes de coleções que já estão no mercado.

“Para conseguir bons negócios, preciso de muita negociação, poder de barganha e aguardar a hora certa. Na maioria das vezes, isso me obriga a ter grandes estoques para poder vender barato”, afirma.

Trajetória de sucesso

A história da loja começou há dois anos em Itabira, na região Central do Estado. Lá, o empreendimento foi bastante aceito e os irmãos e o amigo resolveram expandir o negócio.

Em 7 de dezembro eles inauguraram a segunda loja, dessa vez em Contagem, na Grande BH. A unidade está no Itaú Power Shopping e teve investimento de cerca de R$ 250 mil.

Fábio destaca que a loja comercializa apenas peças novas e sem avarias. “O preço é o diferencial. A qualidade, os modelos, o estilo, tudo é a mesma coisa das outras lojas. A mesma peça que eu vendo, o concorrente vende. Temos as melhores marcas, como Fakini, Trick Nick e Bugbee”, diz. Para 2018, a marca planeja abrir mais duas lojas, em Belo Horizonte e Betim.