Um tribunal do Barein condenou nesta terça-feira (15) 115 cidadãos a penas de prisão e à retirada de suas nacionalidades, em um julgamento por "complô terrorista" no qual estavam envolvidos os Guardiães da Revolução iraniana - anunciou a Procuradoria.

Essas pessoas faziam parte de uma organização com 138 membros chamada "Falanges Zulfikar" e constituída por barenitas "recrutados e treinados pelos Guardiães da Revolução nos campos no Irã e no Iraque" com a intenção de "cometer atentados no Bahrein", acrescentou a Procuradoria em um comunicado.

Cinquenta e três acusados foram condenados à prisão perpétua, três a 15 anos de prisão, um a 10 anos, 15 a sete anos, 37 a cinco anos e seis a três anos. Outras 23 pessoas foram absolvidas.

Todos os acusados são xiitas, segundo a fonte judicial.

O procurador indicou que 86 pessoas acusadas neste caso estavam detidas, o que significa que os outros se encontram em paradeiro desconhecido.

O Bahrain Institute for Rights and Democracy (BIRD) - uma ONG próxima à oposição xiita - denunciou energicamente o julgamento e informou que este novo veredito eleva para 719 o número de barenitas privados de sua nacionalidade desde que essas condenações começaram a ser pronunciadas em 2012.

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