A combalida economia mineira receberá, em breve, uma injeção de ânimo. Os 3,3 milhões de trabalhadores de Minas Gerais que terão direito ao saque das contas inativas do FGTS movimentarão um saldo disponível de R$ 3,2 bilhões.

Em média, cada trabalhador que se enquadra nas regras da medida no Estado deve sacar pouco menos de R$ 1 mil. O volume de recursos pode não ser suficiente para derrotar a crise, mas trará, ao menos, um pouco de oxigênio para lojistas e empresários.

No país, quase 30 milhões de trabalhadores serão contemplados, em uma operação que envolve 49 milhões de contas e cerca R$ 43 bilhões. Os números foram oficializados pelo presidente da Caixa, Gilberto Occhi, ontem, durante anúncio do calendário de liberação dos recursos. 

De acordo com a Caixa, o cronograma de saques foi feito com base na data de nascimento do trabalhador. Quem nasceu em janeiro e fevereiro poderá sacar os recursos a partir de 10 de março e quem nasceu em março, abril e maio, poderá sacar a partir de 10 de abril.

Já os que fazem aniversário em junho, julho e agosto poderão retirar o dinheiro a partir de 12 maio. Os saques para os aniversariantes de setembro, outubro e novembro começam a partir de 16 de junho, e para os que nasceram em dezembro, em 14 de julho. 

Nacionalmente, a medida engloba 49,6 milhões de contas, com saldo de R$ 43,6 bilhões, beneficiando 30,2 milhões de trabalhadores. O governo federal prevê que a ação irá injetar mais de R$ 30 bilhões na economia brasileira

De hoje até sexta-feira, a Caixa abrirá as agências com duas horas de antecedência para dar atendimento exclusivo a esse público. Além disso, funcionará por seis horas aos sábados (de 9h às 15h) para atender ao trabalhador.

Em Minas, a rede de atendimento do banco é composta por 421 agências e postos de atendimentos, 1.655 casas lotéricas e 1.526 correspondentes Caixa Aqui.

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Aplicação

Mas o que o trabalhador que tem direito ao saque deve fazer com o dinheiro? Para o gerente financeiro da Fecomércio Minas, Alan Carlo Lopes, há três maneiras de utilizar os recursos. 

“Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio mostra que 55% das famílias possuem dívidas. Então o melhor é quitar contas em atraso”, explica. 

Outra opção é investir o recurso em alternativas mais rentáveis. “No Fundo, o dinheiro é corrigido pela TR + 3% ao ano, inferior até ao que a poupança oferece. Já no caso do Tesouro Direto, a rentabilidade pode chegar a 11% ao ano, e a pessoa pode investir a partir de R$ 30”, afirma.

CDB e LCI também são opções interessantes, segundo Lopes. Por último, ele aconselha o consumo, mas observa que o consumidor deve evitar compras por impulso. 

O economista da Fecomércio elogia a medida do Planalto, que vai injetar recursos na economia. No entanto, afirma que é preciso que o governo coloque em prática uma política consistente de atração de investimentos, infraestrutura e geração de emprego.

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