Em tempos de escassez hídrica e tarifas nas alturas, distribuidoras de energia buscam soluções para gerar, transmitir e medir de maneira mais eficaz o produto, identificando onde é possível economizar.
 
De olho neste nicho de mercado, a indústria Nansen, instalada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, espera fechar 2015 com um crescimento de 10% no faturamento.
 
Este ano, a empresa investiu R$ 6 milhões na fabricação de medidores inteligentes, que auxiliam no uso racional da energia elétrica. Por enquanto, o produto é destinado apenas a distribuidoras de energia – como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Eletropaulo –, indústrias e grandes comerciantes.
 
Com o uso inteligente da energia nos horários de pico, menos termoelétricas terão de ser ligadas e o sistema nacional ficará menos sobrecarregado, explica o diretor comercial da Nansen, Marcelo Assef.
 
Segundo ele, os medidores e sistemas de medição permitem um planejamento da geração e transmissão para atender à população nos horários de pico.
 
“Substitui o medidor eletromecânico. Essa nova linha, chamada KS, tem uma previsão maior de dados, de análise de consumo, e mostra mais grandezas elétricas”, explicou.
 
Investimento
 
Estimativa da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) calcula que as distribuidoras deverão investir cerca de R$ 20 bilhões para adequar as redes e trocar os medidores de energia elétrica dos milhões de clientes residenciais existentes no país.
 
No segundo semestre de 2016, os medidores da Nansen já estarão disponíveis para consumidores domésticos, adianta Assef. “Os consumidores que chamamos de baixa tensão, que são os residenciais, de pequenos comércios e hotéis, por exemplo, poderão ter controle do consumo de cada aparelho eletrodoméstico de casa ou do negócio. Os medidores vão permitir também o monitoramento das faixas de horário mais caras”.
 
Em função disso, a expectativa da empresa é de aumentar em 30% o faturamento do ano que vem na comparação com o esperado para 2015.
 
Mercado
 
Há 85 anos no mercado, a marca mineira exporta produtos para distribuidoras do México, na América do Norte, da República Dominicana e da Nicarágua, na América Central, do Peru e do Equador, na América do Sul, e estuda agora negociar com empresas de Angola, na África.