O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira, (5), o lançamento de um plano para eliminar a hepatite C até 2030. A estratégia prevê a redução das etapas para o diagnóstico da doença e a ampliação da testagem em grupos considerados prioritários (como pessoas vivendo com HIV/aids, pacientes que fazem diálise, usuários de drogas e bebês de mães que têm hepatite C).

Outros tipos de hepatite (A e B) também preocupam. A taxa de transmissão da A dobrou em 2017, quando comparada a 2016. Ano passado, foram 2.086 casos. Mais da metade das infecções foi em São Paulo, em decorrência de um surto, provocado por transmissão via sexual, entre homens entre 20 e 39 anos. "O problema foi solucionado. Foi recomendado na época vacinação entre grupos de homens que fazem sexo com homens", diz Adele Benzaken, do setor de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Ainda no ano passado, o País registrou 13.482 casos de hepatite B - foram 14.702 de 2016. "A vacinação é a melhor estratégia de prevenção", diz Adele. Para fazer frente às quedas nos indicadores de imunização, a pasta estuda adotar a "vacinação acelerada". Nesse esquema, após a 1ª aplicação, seria feita a 2ª dose, sete dias depois, e a 3ª, aos 21 dias. 



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