A polícia francesa concedeu liberdade ao pai de Ziyed Ben Belgacem, após horas de interrogatório. O agressor foi morto no último sábado, no aeroporto de Orly, na França, após agredir uma soldado e tentar roubar um fuzil.

Questionado sobre o envolvimento de Ziyed com células terroristas, o pai negou fortemente: "Meu filho nunca foi um terrorista. Nunca rezou e bebeu álcool. Mas sob efeito do álcool e da maconha, aconteceu o que aconteceu", declarou.

O pai ainda disse em entrevista a uma rádio, que o filho havia ligado na manhã do atentado pedindo perdão porque tinha feito "uma estupidez com um a gente". Em seguida, o pai perguntou onde o filho estava, que se limitou a responder que estava em uma estrada.

Preocupados, o pai e o irmão de Ziyed se apresentaram à polícia para contar o ocorrido, quando ficou sabendo do atentado no aeroporto. "Quando cheguei à estação, percebi que a polícia havia feito seu trabalho. Não me disseram diretamente que estava morto. É terrível, mas o que querem que eu diga? As más companhias, a droga... No final das contas, sou eu quem sofro", relatou o pai.

Segundo o Ministério Público de Paris, o irmão e um primo de Belgacem permanecem sob custódia. Uma autópsia será feita no corpo do agressor neste domingo, assim como exame de sangue à procura de álcool e drogas.